quinta-feira, 3 de novembro de 2011

RECORDAR É VIVER




Mostra apresenta filmes em versões restauradas, como “Laranja Mecânica” e “Taxi Driver”

Uma das atrações desta edição da Mostra foi a exibição de alguns clássicos em versões restauradas: “Taxi Driver”, de Martin Scorsese; “A Doce Vida”, de Federico Fellini; “O Leopardo”, de Luchino Visconti e “Laranja Mecânica”, de Stanley Kubrick, todos com sessões lotadas.

A produção de Kubrick ganhou um documentário, “Era Uma Vez... Laranja Mecânica”, que também foi exibido na Mostra. A produção sobre um grupo de amigos que vandaliza e agride pessoas nas ruas, até hoje é objeto de análise.


“Laranja Mecânica” fez tanto rebuliço na época de lançamento – em função do teor violento – que Kubrick suspendeu a exibição do longa nos cinemas, em 1974. Somente após a morte de Kubrick, o filme voltou a ser exibido em salas de cinema da Inglaterra.


Um dos depoentes do filme é Jan Harlan, cunhado de Kubrick e produtor de diversos trabalhos do cineasta. Ele participou de um master class no qual deu detalhes sobre o trabalho com Kubrick e seus filmes.

O diretor nunca deu uma entrevista e Harlan explicou o motivo: “Ele não falava sobre seus filmes porque o que era importante a ser dito, era dito nos filmes”. O produtor ainda revelou o que o cunhado gostava no cinema: Igmar Bergman e Woody Allen”.

Harlan falou que o cineasta não assistia a seus filmes depois de pronto e o trabalho que mais gostou de fazer foi “De Olhos Bem Fechados”, o qual levou 30 anos para escrever o roteiro e dois anos para filmar. Kubrick morreu poucas semanas depois da conclusão das filmagens, em sete de março de 1999.

sábado, 22 de outubro de 2011

CINEMA SOVIÉTICO EM CARTAZ


Mostra realiza retrospectivas de Sergei Paradjanov e Aleksei German

O cinema soviético é famoso pelo trabalho realizado por cineastas como Sergei Eisenstein, Dziga Vertov e Lev Kuleshov. Foram eles os responsáveis por inserir a montagem na linguagem cinematográfica, isso nos anos 1920.

O cinema soviético seguiu firme após a era de ouro, criando cineastas como Sergei Paradjanov, morto em 1990 e Aleksei German, ainda vivo. Os dois recebem retrospectivas na Mostra. O primeiro teve nove filmes em exibição, além da exposição "Paradjanov, o Magnífico" com 60 colagens e desenhos feitos pelo cineasta.


German teve cinco filmes participando da Mostra. Ele também foi tema de documentário: “German - Do outro Lado da Câmera”, de Alexander Pozdnyakov
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Outro diretor visto na Mostra foi Aleksander Sokurov, que pertence à atual cinematografia do país. O último trabalho dele, “Fausto”, foi exibido na Mostra e ele também foi tema de documentário: “Sokurov - Questão De Cinema”.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

JANELA PARA O MUNDO


Mostra Internacional de Cinema mais uma vez revela a variedade do que a cinematografia mundial produz

Em 2011, a Mostra Internacional de Cinema, que acontece em São Paulo, completou 35 anos e com a ausência de seu criador, Leon Cakoff, morto em 14 de outubro, uma semana antes do início da 35° edição, que acontece entre 21 de outubro e três de novembro. As próximas edições seguem sob o comando da mulher de Cakoff e diretora da Mostra, Renata de Almeida.

A Mostra deste ano conta com novidades. Pela primeira vez a seleção terá apenas filmes inéditos no Brasil, tornando as sessões muito mais concorridas. Além disso, em vez dos quase 500 filmes que participavam do festival, este ano, o número foi reduzido para em torno de 250 filmes.

Dentre os inéditos e disputados entre o público provavelmente serão “Fausto”, “Isto Não É um Filme”, “O Garoto de Bicicleta”, “Era Uma Vez na Anatólia”, “Os 3” e “Eu Receberia As Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios”.

Nas retrospectivas o público poderá conferir a desconhecida produção dos cineastas soviéticos Sergei Paradjanov e Aleksei German. Outro homenageado é Elia Kazan, famoso por longas como “Sindicato de Ladrões” e “Vidas Amargas”. A viúva do diretor, Frances Kazan, irá participar da Mostra.

O programa de exibições especiais ficará marcada por clássicos restaurados. Este ano contará com “Taxi Driver”, de Martin Scorsese; “A Doce Vida”, de Federico Fellini; “O Leopardo”, de Luchino Visconti e “Laranja Mecânica”, de Stanley Kubrick.

Uma das salas de cinema da Mostra, o gramado que fica atrás do Auditório do Parque do Ibirapuera – que no ano passado exibiu “Metrópolis” – novamente ficou lotado, mesmo com chuva, desta vez para a exibição de “Amarcord”, de Federico Fellini.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

NA CADEIRA DE DIRETOR


Carlos Alberto Riccelli comanda terceiro longa da carreira, "Onde Está a Felicidade?", trabalhando com a mulher Bruna Lombardi e o filho Kim Riccelli

Carlos Alberto Riccelli, 65 anos, é conhecido pela carreira de ator, tanto na televisão quanto no cinema. E é o campo cinematográfico que ele anda explorando mais ultimamente. No dia 19 de agosto, estreia o terceiro filme dirigido e produzido por ele: "Onde Está a Felicidade?". Os outros foram "O Signo da Cidade" e "Stress, Orgasms, and Salvation".

No novo longa, ele volta a trabalhar com a mulher, Bruna Lombardi, que é a protagonista, roteirista e uma das produtoras de "Onde Está a Felicidade?". O filho deles, Kim Riccelli foi a assistente de direção.

No filme, Bruna é Teo, uma chefe de cozinha que apresenta o programa A Receita do Amor, onde ensina o preparo de comidas afrodisíacas. Tudo vai bem até que a vida de Teo muda completamente. Ela descobre a infidelidade do marido, Nando (Bruno Garcia), perde o emprego e sem rumo decide ouvir os conselhos de uma amiga: fazer o Caminho de Santiago de Compostela. Ela, o ex-chefe, Zeca (Marcello Airoldi) e a sobrinha de sua amiga, Milena (Marta Larralde), partem em busca da espiritualidade e assim virem as coisas com mais clareza.

Riccelli fala sobre o novo trabalho. Confira:

Fale um pouco sobre as filmagens. Como foi montar a infraestrutura e organizar a equipe em pontos remotos do Caminho de Santiago de Compostela?
É como fazer dois filmes. Filmamos em São Paulo, Paulínia, no Piauí e na Serra da Capivara. Depois partimos para a rodagem do filme no norte da Espanha. Foi um trabalho louco. Eu fui cinco vezes até lá na fase de pré-produção. Corri toda a Espanha para a escolha de pré-locações, pois ainda não sabíamos o que iríamos mostrar. No norte do país, passamos pela Viña Tondonia. A Bruna viu e disse que tinha de fazer uma cena na vinícola. Pesquisamos e fotografamos todo o Caminho de Santiago para escolher onde eu queria filmar. Outro processo foi entrevistar a equipe e assistir a muitos filmes espanhóis para escolher o elenco.

Como você chegou aos nomes do elenco?
Quando a Bruna escreveu o roteiro, pensou no Bruno Garcia imediatamente. Quando ele leu o roteiro disse que as pessoas pensariam nele mais para fazer o Zeca, do que o Nando. E a Bruna disse o contrário. Ele está muito bem, num papel mais sensível. O filme mostra a jornada da Teo, mas ele também está numa jornada pessoal, se buscando. O Marcello Airoldi foi um achado. Ele está sensacional!

"Onde Está a Felicidade?" é bem colorido. Você se influenciou pelo cinema espanhol ou pelos antigos filmes de Pedro Almodóvar para compor essa produção?
Isso é engraçado porque lá na Espanha, mostramos aos produtores espanhóis o que tínhamos filmado no Brasil. Eles comentaram: “Puxa! Que cores bem brasileiras”. (risos). Eu sinceramente não pensei em Almodóvar. Mas acredito que o fato do filme ter atores espanhóis possa remeter aos filmes coloridos do cineasta. Apesar de que hoje, ele não tem mais feito essa composição. Adotei esse visual pensando em fazer algo luminoso, colorido, pois é um filme leve, alegre. As cores são muito importantes nele.

Desde o seu primeiro longa como diretor, "Stress, Orgasms, and Salvation S.O.S.", você tem trabalhado com sua mulher, Bruna Lombardi. Vocês planejam seguir essa parceria no cinema?
Queremos sim. Nosso próximo filme também vai ter essa trinca, pois o Kim [Riccelli] vai ser o diretor assistente e vou trabalhar como ator, além de dirigir. Mas ainda não vou dizer que projeto é esse (risos).

Você que mora também nos Estados Unidos, como percebe a forma como o mercado americano enxerga o mercado brasileiro?
Os americanos querem mais que os cinemas estrangeiros morram. Este ano, alguns blockbusters não estão indo bem na bilheteria doméstica. No entanto, tem batido recordes no exterior. Por isso, eles botam muita força no mercado externo, querem ocupar todo o mercado, todas as salas de cinema. Se você é um exibidor, o seu negócio é vender ingresso, você quer mais filmes que façam público. Então, estamos um pouco nas mãos do cinema americano. Mesmo um filme de grande repercussão no Brasil como "Cidade de Deus" ou "Tropa de Elite", nos Estados Unidos passa apenas em algumas salas, em cinemas de nicho. Ele pode ter um impacto junto a classe cinematográfica. Mas o grande público não tem contato e também não está interessado. O nosso papel é o contrário, é tentar ganhar o público brasileiro, trazê-lo de volta ao cinema, que adora filmes brasileiros.

Com qual público você quer dialogar?
"Onde Está a Felicidade?" é um filme que as pessoas vão sair gostando dele e do cinema brasileiro. O filme se comunica, tem sensibilidade e também um humor escrachado. O brasileiro vai ficar orgulhoso.

Você acredita que esse público está procurando comédias?
Acho que sim. A vida é tão dura. As pessoas querem ir ao cinema para se divertirem. Elas pensam: “Não quero sofrer, não quero ver realismo”, porque o cinema brasileiro sempre foi forte em mostrar problemas sociais, desde a época do Cinema Novo. O cinema americano é o contrário, apela para a fantasia. Temos que contar histórias que nos interessem. Eu estava querendo contar essa história de "Onde Está a Felicidade?". Hoje, a vida das pessoas é tão caótica e elas estão sempre em busca de uma salvação: religiões, seitas, produtos de beleza. Eu acho engraçado a busca da personagem Teo. Assim que ela tem um problema, primeiro ela recorre a pílulas, depois ela pensa em fugir, viajando para a Espanha. O filme poderia ser um drama. Há um caso de infidelidade. A Teo perde o emprego e fica sem expectativas. Então ela decide fazer o Caminho de Santiago. Este é um tema interessante que pode ser tratado com muita leveza.

O cinema nacional ainda depende de patrocínios e leis de incentivo do governo. O Brasil pode vir a se tornar uma indústria cinematográfica algum dia?
Grande parte do problema é que em geral os filmes brasileiros não se pagam. O mercado é todo ocupado pelos americanos e isso se torna um ciclo vicioso. Como isso acontece há muitos anos, as indústrias nacionais não puderam crescer. Se o filme não se comunica, não vai bem em renda. Faço aqui uma auto crítica à classe: muitas pessoas fazem filmes para si mesmos, que não têm a menor vontade de se comunicar, que não acham o seu público. Eu gosto de todos os filmes brasileiros. Gosto até de filme ruim, consigo ver qualidades. Mas o grande público quer ver boa qualidade de produção e histórias que possam envolvê-lo, tocá-lo, diverti-lo. Mesmo assim, estamos em uma ótima fase.

O problema do cinema nacional também estaria na falta de mais salas de cinema?
Sem dúvida nenhuma! Também seria preciso diminuir o custo do ingresso, que não é todo mundo que pode pagar para ir ao cinema. Estamos em um país em que há casos de uma pessoa ir apenas uma vez por ano ao cinema, quando vai.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

DO SONHO A REALIDADE


De Minas Gerais para os Estados Unidos, Cesar Raphael se prepara para fazer seu primeiro longa-metragem, em Hollywood

Uma câmera na mão, uma ideia na cabeça e o sonho de fazer cinema. É assim que começa a história do cineasta Cesar Raphael. Nascido em Belo Horizonte e hoje com 25 anos, Raphael se prepara para realizar seu primeiro longa-metragem, "Pedaço de Papel", juntamente com seu primo e sócio Thiago Bento.

O longa é oriundo do curta homônimo, que o diretor lançou em 2009 e que ganhou diversos prêmios, incluindo o troféu de melhor curta-metragem no Los Angeles Brazilian Film Festival 2011.

"Pedaço de Papel" será uma coprodução entre Brasil e Estados Unidos e desde o início de 2011, o diretor fixou residência em Los Angeles. Ele conta com um apoio de peso, a do produtor Bobby Moresco, ganhador do Oscar por "Crash – No Limite". A filha dele, Amanda, roteiriza "Pedaço de Papel" juntamente com Raphael.

A produção do filme se inicia em novembro e as locações serão em Los Angeles e no Rio de Janeiro. A estreia está prevista para o segundo semestre de 2012. Raphael e Bento conversaram com NO MUNDO DO CINEMA para dar detalhes sobre a ambiciosa empreitada, e a decisão de seguirem carreira em Hollywood. Confira.

Raphael conte um pouco sobre sua incursão no cinema.
CESAR RAPHAEL - Tudo surgiu da minha parceria com meu primo e sócio Thiago Bento. Gostamos de dizer que trabalhamos juntos desde os 4 anos de idade. Sempre gostamos de brincar de fazer filmes, pegando a câmera da minha mãe e chamando os outros primos para serem atores. Na nossa adolescência isso deixou de ser uma brincadeira, para se tornar sonho e agora a produção de um filme. Fundamos a Lumiart, estudamos cinema, começamos a trabalhar com isso e produzi meu primeiro curta-metragem, O Jogo, em 2006 e depois escrevi, produzi e dirigi Pedaço de Papel que foi lançado no final de 2009.

O curta-metragem Pedaço de Papel vai virar longa. Como você chegou a essa decisão?
RAPHAEL - A ideia foi sempre ter o curta como um cartão de visita, uma forma de mostrar o nosso trabalho, com o objetivo de abrir as portas para algo maior. Com toda a aceitação que ele teve nos festivais, os prêmios recebidos e os contatos que conseguimos, possibilitou agora a realização do longa.

Com está sendo estruturar o roteiro do curta para transformá-lo num longa?
RAPHAEL - O filme não tem personagens principais. O personagem principal é uma nota de dinheiro. A história acompanha essa nota desde a fabricação dela, passando por diversos pontos narrativos e personagens secundários, até chegar ao seu final, mostrando que ele é apenas um pedaço de papel. O filme levanta a pergunta: “Até onde você iria por um pedaço de papel?”. O curta tem 17 minutos e agora estamos fazendo o longa-metragem inspirado nele. O filme não é uma refilmagem. Escolhemos seis personagens secundários do curta, aproveitando-os no longa e desenvolvendo uma história para cada um deles. Em todos os quesitos estamos um passo à frente. Se a pergunta do curta é: “Até onde você iria por um pedaço de papel?”, a do longa passa a ser: “Até onde você iria pelo seu sonho?”. Queremos mostrar em que momento a pessoa se torna corrompida para ir em busca de seu sonho.

Thiago, quanto a captação de recursos, como está o processo?
THIAGO BENTO - Não conseguimos captar incentivos para financiar o curta-metragem Pedaço de Papel, por isso decidimos tirar o dinheiro do próprio bolso. Com o longa, não é diferente. Nós abrimos uma joint-venture, na qual a Lumiart é a sócia majoritária, com 65% de cota de participação. Capitalizamos um valor estimado de R$ 400 mil para financiar a etapa de desenvolvimento. E depois vamos partir para a etapa de pré-produção.

O longa-metragem tem um orçamento de US$ 5 milhões. Como você está financiando o projeto?
BENTO - Considerando o mercado nacional, é um valor relativamente alto. Quando se fala em mercado internacional, esse é um orçamento baixo. Para conseguir esse valor, fizemos um empréstimo bancário. Até chegar a esse empréstimo, houve uma operação financeira extremamente complexa. Eu caracterizei o filme, como um produto brasileiro de exportação. Ele é um produto empreendido por uma empresa brasileira e um diretor e produtor brasileiros. Essa operação financeira foi muito mais viável.

Cesar, você quer um ator brasileiro para ser o protagonista. Este nome foi escolhido?
RAPHAEL - A maioria do elenco será americana. O filme será falado em inglês, porém vamos contar com um grande nome do cinema brasileiro. O personagem é um brasileiro que está vivendo nos Estados Unidos. Temos três nomes em negociações, mas ainda não podemos revelar quem são essas pessoas. Mas em breve vamos divulgar a decisão.

Com a experiência que você teve no Brasil e agora trabalhando nos Estados Unidos, o que mudou?
RAPHAEL - Mudou muita coisa. A forma de se trabalhar nos Estados Unidos é muito diferente e a lógica de mercado também. Lá existe uma indústria. No Brasil somos dependentes das leis de incentivo, o que de certa forma, deixa os produtores viciados e acomodados. É preciso haver empreendedorismo, que é o ponto básico para se criar uma indústria. Em Hollywood há essa mentalidade. O ponto positivo disso é que tudo acontece de forma mais rápida. O ponto negativo é que nem sempre os filmes são tão geniais. Muitos são filmes-fórmulas feitos exclusivamente para se ganhar dinheiro. O meu objetivo é conseguir unir o artístico e o comercial e criar um produto perfeito.

Dessa forma, você pretende estabilizar sua carreira em Hollywood?
RAPHAEL - É o meu objetivo. Foi lá que surgiram as oportunidades.

Cesar, o filme será uma coprodução entre Brasil e Estados Unidos. Você apresentou o projeto para alguma distribuidora brasileira?
BENTO - Nós não estamos trabalhando com um estúdio. Teve um grande estúdio interessado no projeto oferecendo US$ 12 milhões para viabilizarmos o projeto. Nós não aceitamos, pois a partir do momento em que se aceita esse tipo de operação, se perde o controle criativo do projeto. Diante disso, optamos correr o risco, fazer com verba privada, recorrer às instituições financeiras para manter esse controle criativo do projeto. Num segundo momento, vamos apresentar o filme às distribuidoras e inevitavelmente podemos ir para as mãos de um grande estúdio.
Qual a ligação de Bobby Moresco com vocês, na realização de "Pedaço de Papel"?
BENTO - O Bobby nos apadrinhou. Pensamos em tê-lo como o roteirista do nosso projeto. Entretanto, hoje ele dirige tudo o que escreve. Diante disso, pedimos uma indicação à ele de um roteirista. Ele indicou a filha, Amanda. Acreditamos que isso era marmelada, de que ele queria empurrar a filha dele para trabalhar no filme. Mas tivemos uma ótima surpresa, a química bateu. O Cesar vai assinar o roteiro com ela e estamos em negociação com o Bobby pra que ele faça a produção e a produção-executiva do filme juntamente comigo. Até o momento ainda não temos o nome dele na produção. Mas temos a chancela dele. No momento em que se tem um nome como o dele chancelando o projeto, as portas se abrem e aí temos muito mais know-how para viabilizar um projeto desse porte.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

DIRETO DA ROTA 66


Via Negromonte indica clássico "Bagdad Café"

A atriz Via Negromonte tem uma carreira diversificada. Além de atuar, ela é diretora, dançarina e cantora. No território da dança, Via pode ser vista na abertura do filme "Cotton Club" (1984), de Francis Ford Coppola. Na música, ela lançou no ano passado, seu terceiro CD, "Priyamantra". O álbum é cantado em sânscrito.

Via é mais conhecida como atriz. Na televisão, ela atuou nas novelas "Irmãos Coragem" e "Belíssima". No cinema ela foi vista recentemente em "Cabeça a Prêmio" e em duas produções sobre o mais famoso médium, Chico Xavier. No filme "Chico Xavier", ela fez um pequeno papel, a de cafetina Nora. Já em "As Mães de Chico Xavier", Via interpreta uma das personagens principais, Ruth, que sofre com o filho, viciado em drogas.

Adoro 'Bagdad Café'! O filme fala da psique humana de forma profunda e tem uma trilha sonora impagável. É cinema puro!.
Via Negromonte

Emoções na Rota 66

O cinema puro de "Bagdad Café" (1987) descrito por Via Negromonte traz na fotografia um dos principais destaques da produção. É ela que vai ilustrar características da psique humana. Ao longo do filme são usadas cores do arco-íris como linguagem cinematográfica, identificando o estado emocional da personagem principal, Jasmin (Marianne Sägebrecht).

Outro importante elemento é o movimento de câmera, também salientando o lado emocional da personagem. No início do filme, a câmera inclinada revela o desequilíbrio na relação entre Jasmin e o marido, que a abandona na Rota 66.
Jasmin caminha até chegar ao Bagdad Café, uma mistura de lanchonete e hotel. É lá que a mulher vai conquistar grandes amigos, como a dona do Bagdad, Brenda (CCH Pounder). O filme também tem uma trilha sonora incrível, com destaque para a canção "Calling You", que foi indicada ao Oscar.

Nas linhas da Rota 66

A Rota 66 era uma rodovia nos Estados Unidos de 3.755 km. Ela ligava a cidade de Chicago, no Illinois, passava pelos estados de Missouri, Kansas, Oklahoma, Texas, Novo México, Arizona e terminava na cidade de Santa Mônica, na Califórnia.

Criada em 1926, a Rota 66 deixou de fazer do Sistema de Rodovia dos Estados Unidos em 1985. Mas a rodovia ficou mundialmente conhecida e hoje tem o título de Histórica Rota 66.

Na cultura, a rodovia ganhou espaço na televisão com o seriado "Rout 66" (1960) e foi tema de música, na voz de Nat King Cole. No cinema, a Rota 66 apareceu se tornou lendária no road movie "Sem Destino" (1969), no qual dois amigos atravessam os EUA de moto. A Rota 66 ainda foi cenário de "Thelma & Louise" (1991), "Forrest Gump - O Contador de Histórias" (1994) e da animação "Carros" (2006).

sexta-feira, 29 de julho de 2011

FACILIDADE OU DOR DE CABEÇA?

Estúdios planejam lançamento antecipado de seus filmes por video on-demand, irritando exibidores e locadoras online dos Estados Unidos

Os estúdios Warner Bros, Sony, 20th Century Fox e Universal estão enfrentando uma briga com exibidores e locadoras online nos Estados Unidos. As companhias se uniram para utilizarem o site Home Premiere, como canal oficial para lançarem seus filmes no home entertainment, por video on-demand. O plano é disponibilizar os títulos para locação, ao valor de US$ 30.

O que anda irritando os complexos de cinema e as locadoras online é o tempo de janela. A estratégia desses estúdios é colocar os filmes no Home Premiere, dois meses após a estreia no cinema. E quando os filmes chegarem em DVD, as locadoras online teriam de esperar 28 dias, para então, disponibilizá-los em video on-demand e em quiosques.

O motivo para esta decisão, de acordo com o site Variety, é que desta forma, os estúdios aproveitam a campanha de marketing utilizada quando um filme estreia no cinema, mantendo-os frescos na cabeça dos consumidores. Outra razão alegada é a decisão do público em não querer gastar para ir até um cinema, isto inclui a forma de locomoção, o ingresso para várias pessoas de uma mesma família e os aperitivos.

REPERCUSSÃO

O The National Association of Theatre Owners (NATO), se posicionou a respeito, ao declarar que a estratégia vai comprometer a receita da indústria do entretenimento. “Este plano altera a relação econômica entre exibidores, cineastas e produtores e os estúdios estão participando de uma empreitada de risco”. Importantes cineastas demonstraram apoio aos exibidores, como James Cameron, Michael Bay, Peter Jackson, Quentin Tarantino e M. Night Shyamalan.

O NATO ressalta que muitos filmes levam tempo para se desenvolverem bem nas bilheterias. Já os estúdios se defendem dizendo que não irão colocar os filmes no Home Premiere, quando estes, ainda continuam com bom desempenho nas bilheterias.

Outro problema levantado pela associação de donos de cinema, é a antecipação dos lançamentos, que vai facilitar o trabalho dos pirateiros, que terão de forma mais fácil e rápida, uma cópia de qualidade, dos filmes pertencentes a esses estúdios. É por causa disto, que a Paramount ainda não se vinculou ao Home Premiere.

No país, o Home Premiere é disponibilizado pela operadora de TV por assinatura, DirecTV. São cerca de seis mil títulos, dentre lançamentos, como 127 Horas e Sucker Punch: Mundo Surreal, como também filmes de catálogo, como Laranja Mecânica e Bem-Hur. Em junho, os cineastas Christopher Nolan e Jon Favreau assinaram uma carta em conjunto com o NATO protestando quanto ao serviço da operadora de TV.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

AS MAIS BEM PAGAS DE HOLLYWOOD

Angelina Jolie e Sarah Jessica Parker lideram ranking com US$ 30 milhões cada

A revista americana Forbes divulgou a lista das 10 atrizes mais bem pagas de Hollywood, entre maio de 2010 e maio de 2011. Angelina Jolie e Sarah Jessica Parker empataram com um faturamento de US$ 30 milhões.

Jolie é a única atriz que consegue fazer bilheteria como estrela de filmes de ação. No ano passado ela estrelou “Salt” e “O Turista”, que renderam juntos mundialmente, mais de US$ 570 milhões.

Em 2010, Jessica Parker protagonizou “Sex and the City 2” e fora das telas, desenhou uma linha de roupas para a marca Halston e tem uma linha de perfumes que é uma das mais vendidas, segundo a Forbes.

Em terceiro lugar ficou a atual rainha das comédias românticas, Jennifer Aniston, com US$ 28 milhões no bolso. No ano passado, ela atuou em: “Coincidências do Amor” e “Esposa de Mentirinha”.

Aniston é seguida de Reese Witherspoon, que também levou US$ 28 milhões, graças aos românticos “Como Você Sabe” e “Água Para Elefantes”. Katherine Heigl trabalhou em “Par Perfeito” e “Juntos Pelo Acaso”, que lhe renderam US$ 19 milhões.

A atriz mais nova da lista é Kristen Stewart, 21 anos, estrela da cinessérie “A Saga Crepúsculo”.

Confira a lista das atrizes mais bem pagas de Hollywood:

1.Angelina Jolie – US$ 30 milhões
2.Sarah Jessica Parker – US$ 30 milhões
3.Jennifer Aniston – US$ 28 milhões
4.Reese Witherspoon – US$ 28 milhões
5.Julia Roberts – US$ 20 milhões
6.Kristen Stewart – US$ 20 milhões
7.Katherine Heigl, US$19 milhões
8.Cameron Diaz – US$ 18 milhões
9.Sandra Bullock – US$ 15 milhões
10.Meryl Streep – US$10 milhões

terça-feira, 5 de julho de 2011

CRIADOR DE SUCESSOS

Na animação “Rio”, o diretor Carlos Saldanha faz de sua cidade natal uma atração para brasileiro e o mundo ver

Há dez anos, quando o carioca Carlos Saldanha trabalhava nos Estados Unidos como animador, ele imaginava fazer uma animação tendo sua cidade natal como pano de fundo.

Em 2002, ele começava a carreira como diretor em A Era do Gelo e com mais quatro filmes na carreira, incluindo as partes 2 e 3 de A Era do Gelo, finalmente Saldanha consegue ver sua Cidade Maravilhosa na animação Rio. O diretor e roteirista conversou com NO MUNDO DO CINEMA para falar sobre a produção e sobre a carreira. Confira!

Você teve a ideia de fazer “Rio” há dez anos. Da ideia ao projeto final, mudou muita coisa?
A ideia dos pássaros, a extinção das espécies isso não mudou. O que mudou é que na história original, quando pensava sobre o projeto, teve muitas notícias no jornal de que pinguins apareceram no Rio de Janeiro. Achei interessante em contar a história de um estrangeiro chegando ao Rio de Janeiro. Mas na época outros estúdios lançaram filmes com pinguins: os personagens de Madagascar, Tá Dando Onda e Happy Feet. Então eu desisti dessa ideia. Mas aí veio o Blu, mas com a mesma temática do estrangeiro.

A animação é muito realista quanto à cidade do Rio de Janeiro. Como sua equipe estrangeira conseguiu chegar a esse resultado com tanta precisão?
A equipe foi ao Rio de Janeiro e passou cinco dias durante o Carnaval. Eu queria que ela captasse a experiência de ter o contato com a cidade pela primeira vez e com isso, transmitir os sentimentos e impressões da cidade na animação.

Como um carioca, como é ver sua cidade natal na tela e o mundo abraçando o filme e sendo um sucesso internacional?
Nossa é ótimo! A animação está representando o Brasil e a responsabilidade é muito maior. É a oportunidade de abrir uma janela para as pessoas conhecerem o Brasil.

Qual parte do Rio de Janeiro, que quando você viu no filme, mais te tocou?
Para mim, a cena mais especial até hoje é a da asa-delta. Para mim como sequência, representa todos os elementos da história do filme: a beleza, essa coisa mágica do Rio de Janeiro, a aventura, a comédia porque acaba sendo um cena engraçada e a emoção, porque é a primeira vez que o Blu tem a experiência de voar.

É difícil escolher, mas qual personagem você acabou gostando mais?
É difícil! Você se apega à eles como se fossem filhos e você gosta do mesmo jeito de cada filho. Mas tem personagens que me surpreenderam, como a cacatua Nigel e o cachorro Luiz. Os outros eu já sabia que seriam bons, mas esses dois surpreenderam.

Como foi a escolha do elenco para a dublagem dos personagens?
Eu fico responsável pela escolha do elenco. Eu não preciso do rosto dos atores, só da voz e o talento de atuação de voz é muito importante. Quando eu faço a escalação eu nem vejo a foto do ator, eu só ouço a voz.

Tanto a trilogia “A Era do Gelo” quanto “Rio” tratam da questão ambiental e alguns dos personagens são animais em perigo ou em extinção. Essas são temáticas que sempre te interessou ou elas surgiram por acaso?
Um pouco das duas coisas. Particularmente em “Rio”, a temática começou justamente com a parte ambiental, a questão das aves em extinção. Eu gosto desses temas e falar disso é sempre bom.

Cada vez mais as animações deixam de ser somente para crianças e alcançando um público maior. Qual a importância hoje, em alcançar um público mais amplo?

Isso é imprescindível. Claro que há filmes que são mais infantis, outros mais adultos. Tentar achar esse meio termo é uma boa, porque as animações são muito rentáveis e os pais vão acompanhar os filhos no cinema e é preciso que esses filmes sejam familiares. Eu particularmente, gosto muito de fazer filmes familiares. Tenho uma família grande e gosto de poder ir ao cinema e compartilhar com eles a mesma experiência.

E como você encontra esse meio termo para agradar a um público diversificado?
Eu geralmente não gosto de histórias muito infantis. Por isso, eu procurar encontrar diálogos e elementos na história que às vezes a criança não percebe, a nuance que o adulto nota e a criança não.

A indústria americana está se interessando em realizar mais filmes no Brasil?
Aos poucos o Brasil começa a ficar conhecido. Este ano estamos tendo três filmes americanos realizados no Brasil. É preciso haver uma continuidade, mais incentivos, para isso continuar acontecendo, como já acontece em outros países, como a França e a Inglaterra.

Com você trabalhando nos Estados Unidos, como que o mercado americano identifica o mercado brasileiro?
O Brasil tem crescido muito, não só no mercado de cinema, mas no de DVD também, justamente pelo fato da economia estar estabilizada, o dólar estar baixo... O Brasil já está entre os dez mercados mais importantes no mundo.

Fale um pouco sobre o Blu-ray de “Rio”.
Tem os Extras tradicionais, como o making of, mas o melhor do Blu-ray é a tecnologia que proporciona uma qualidade de imagem e som. Com ele você consegue chegar o mais próximo do que se assiste no cinema e até às vezes com maior qualidade e o melhor é que você pode ter isso no conforto da sua casa. O Blu-ray está ficando cada vez mais acessível e quando se começa a ver um filme em Blu-ray você não quer saber mais de assistir em DVD.

Você acredita que o futuro da animação está no 3D?
A tendência é continuar. Enquanto tiver público querendo ver animação 3D, vamos continuar fazendo filmes nesse formato. E ele não atrapalha o processo de se fazer uma animação. Ele só agrega. Fazer animação em 3D é muito mais fácil do que realizar um filme em 3D em película. Na animação o 3D utiliza-se um recurso que já produz as cenas em três dimensões. Ele aumenta um pouco o orçamento e o tempo de produção, mas no final, compensa.

A realização de uma animação é um processo muito complexo. Como o diretor atua no comando de uma animação?
É um processo muito parecido com a filmagem de um filme em live-action. A primeira parte é trabalhar na dublagem dos personagens para aí partir para as outras partes da animação, utilizando as vozes para dar vida aos personagens. Fazer animação é o mesmo processo de uma linha de produção. No live-action você tem um set montado com câmera, luz, microfone, posicionamento dos atores. Na animação é tudo segmentado.

No dia sete de julho haverá uma exposição de “Rio”. O que será apresentado nessa exposição?
Vamos mostrar um pouquinho da arte de Rio. Por trás de uma animação há vários artistas, vários processos. Tem coisas que fazemos à lápis, outras em escultura. É interessante o público ver que nem tudo é digital e tudo tem um processo de evolução. Todo mundo já viu o filme e agora saberá como ele foi feito.

Você pensa em fazer um filme de live-action no futuro?
Eu penso em fazer, mas eu só faria se fosse um projeto de que eu gostasse tanto quanto um projeto de animação. É um desafio e tenho interesse sim.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

MISCELÂNEA CINEMATOGRÁFICA


Murilo Rosa escolhe os seus filmes favoritos. De O Pagador de Promessas a Homem-Aranha


Murilo Rosa recentemente esteve na novela "Araguaia", da Globo. Agora ele dá um tempo na televisão para se dedicar ao cinema. Na tela, ele foge dos personagens pelo qual o público o conhece na televisão. No longa "Como Esquecer" ele vive Hugo, um ator gay. Pelo filme, o ator ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante no Los Angeles Brazilian Film Festival.

Atualmente, ele está em cartaz em circuito limitado com o drama "No Olho da Rua". Nele, Rosa vive o metalúrgico Oton, que entra em derrocada, após perder o emprego. “O Oton é uma versão realista do que é ser um metalúrgico. Mesmo que eles vivam bem, se criou uma ilusão muito grande em cima do metalúrgico por causa do ex-presidente do Brasil [Luiz Inácio Lula da Silva]. Esse é outro caminho e uma visão do que pode acontecer quando se demite uma pessoa".

Seu próximo trabalho é "Área Q", que trata de casos de abduções. Nele, Rosa é um camponês que é abduzido. Este ano, ele começa as filmagens de "Vazio Coração", em que o ator vive um cantor famoso que tem uma relação tempestuosa com o pai.

Favoritos de Murilo Rosa

Para começar, eu cito 'O Pagador de Promessas' e 'Cidade de Deus', este é antológico! O filme consegue ser as duas coisas: ele consegue ser um filme comercial e de arte. Você escuta a música do Cartola numa cena de morte, comendo pipoca! 'Estômago' é um filme de um diretor novo, Marcos Jorge, e agora não tem mais essa de diretor veterano e novato. Eles fazem gol já nos primeiros filmes. 'Terra Estrangeira', um dos primeiros trabalhos de Walter Salles é um dos meus favoritos. O Cheiro do Ralo, segundo filme do Heitor Dhalia. Quanto aos filmes estrangeiros eu cito 'Cidadão Kane', para radicalizar (risos). Quando eu vi esse filme pela primeira vez eu pensei: “O quê?”. Esse filme é o maior da história e quando assisti pela segunda vez eu gostei. Isso não é estranho? (risos).Eu gosto de assistir de tudo. Adoro 'Homem-Aranha' ... um dos últimos que assisti e gostei foi 'Rio', que vi com o meu filho. Eu amei! O cinema é para você comer pipoca, rir e se divertir.
Murilo Rosa

terça-feira, 28 de junho de 2011

TRAILER MISSION IMPOSSIBLE: GHOST PROTOCOL

"Sua missão, caso decida aceitá-la...". A famosa frase da franquia "Missão Impossível" volta a ser proferida, com o lançamento do teaser trailer do filme , quarta parte da cinessérie: "Mission Impossible: Ghost Protocol".

O vídeo apresenta um ataque ao Kremlin, sede do governo da Rússia. O presidente dos Estados Unidos decreta o código Ghost Protocol e, por isso, depõe a organização secreta Impossible Mission Force (IMF).

Agora, o agente Ethan Hunt (Tom Cruise) é obrigado a fugir, provar que não está envolvido no ataque e limpar o nome da organização. Caso ele ou algum membro de sua equipe seja capturado, será considerado terrorista. Para a missão, Hunt terá de trabalhar com o agente Brandt (Jeremy Renner), com quem acaba tendo uma rixa. A morena Paula Patton faz par com Cruise.

Sem parar

Os dois minutos e 22 segundos do trailer mostram incríveis cenas de ação, com as famosas sequências da franquia: perseguições de carro, lutas mano a mano e Hunt nas alturas. Desta vez, ele fica pendurado no Burj Dubai, prédio mais alto do mundo, localizado em Dubai, nos Emirados Árabes.

A vertiginosa ação do trailer é embalada pela música Won't Back Down, de Eminem e Pink. O filme teve algumas sequências filmadas em Imax, assim como foi feito em Batman - O Cavaleiro das Trevas.

Brad Bird, diretor das animações "Os Incríveis" e "Ratatouille", com "Mission", estreia na direção de um filme live-action. Além de Cruise e Renner, o elenco do filme ainda conta com Simon Pegg, Paula Patton, Josh Holloway, Anil Kapoor, Vladimir Mashkov e Michael Nyqvist.

Tom Cruise fez um tweet especial anunciando o trailer e o site oficial também está no ar. O filme estreia no Brasil em 30 de dezembro.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

JIM CARREY: O REI DA COMÉDIA


Ator visita a cidade para lançar novo filme e mostra porque faz sucesso com o público.

Na tarde desta segunda, o ator canadense Jim Carrey, 49 anos, mostrou descontração em entrevista coletiva para divulgar a comédia "Os Pinguins do Papai".

Carrey chegou à entrevista, que aconteceu no hotel Copacabana Palace, dançando. Depois ele cumprimentou os jornalistas em português. Sempre sorrindo e fazendo as habituais caretas, o ator esbanjou bom humor durante a conversa com a imprensa brasileira e latino-americana.

“O melhor deste país é a diversidade. O Rio de Janeiro é lindo”, disse Carrey. Ele ainda brincou ao falar que “gostaria de caçar na selva".

Na invasão de astros internacionais ao Brasil, o comediante revelou que veio para conhecer o país e o povo e que promover o filme estava em segundo lugar.

Rei do público

Depois do humor adulto de "O Golpista do Ano", o comediante, que acumula US$2,3 bilhões nas bilheterias dos Estados Unidos, realiza em "Os Pinguins do Papai", um filme para toda família, filão que o lançou em "Ace Ventura - Um Detetive Diferente" e "O Máskara".

Na nova comédia, Carrey é Sr. Popper, um homem de negócios que mora em Nova York e ganha seis pinguins de herança. Com os novos companheiros, ele precisa organizar sua vida em função dos bichos.

"Os Pinguins do Papai" estreia no Brasil na próxima sexta (01/07).

quarta-feira, 1 de junho de 2011

DOBRADINHA CINEMATOGRÁFICA



Deborah Secco e Fabiula Nascimento, colegas de cena no filme "Bruna Surfistinha" mostram ter gostos parecidos

No filme "Bruna Surfistinha", Deborah Secco é Raquel, uma jovem que sai de casa e vai se prostituir para ganhar a vida. No prostíbulo onde ela vai trabalhar já tem outras garotas de programa, como Janine, interpretada por Fabiula Nascimento. Esta de cara não aceita Raquel, havendo um conflito entre as duas. A produção é um grande sucesso de bilheteria. Ela já faturou quase R$ 20 milhões e está entre os dez filmes mais vistos no Brasil em 2011.

Eu gosto de diversos filmes e para mim o diretor Stanley Kubrick é o grande mestre do cinema. Mas atualmente, o meu filme favorito é 'Cisne Negro'.
Deborah Secco

Eu amei 'Cisne Negro'. Identifiquei-me muito com a personagem. O filme tem muito a ver com a profissão de atriz, o fato de você se transformar a todo o momento, de encarar um processo, de tentar não embarcar na loucura de ser perfeita. Essa é uma luta diária. O filme mostra muito isso, o fato dessa menina sucumbindo a todas as pressões e do quanto é importante ter uma base para se seguir adiante, coisa que ela não tem.
Fabiula Nascimento


Bastidores do balé


Uma jovem pura transformada em cisne espera pelo amor verdadeiro para quebrar a maldição e viver com o príncipe por quem se apaixonou. Esta é a história do balé Lago dos Cisnes apresentado pela primeira vez em 1877. No filme "Cisne Negro", o balé na trama ganha uma nova versão para torná-la mais moderna, ideia do diretor Thomas (Vincent Cassel). Ele está à procura de uma bailarina que consiga incorporar tanto o cisne branco quanto o cisne negro.

Thomas escolhe Nina (Natalie Portman). Ela é linda, tímida, frágil, perfeita para viver o cisne branco. Mas para ser o cisne negro ela precisa mostrar paixão, sedução, se entregar totalmente e isso, Nina não consegue. Intimidando Nina, Thomas afronta a bailarina e coloca no caminho dela uma concorrente, Lily (Mila Kunis).

"Cisne Negro" é forte e perturbador. O diretor da produção, Darren Aronofsky, revela o mundo do balé sem censura, mostrando o sacrifício físico e psicológico que as bailarinas sofrem e o ritual para alcançar a perfeição na ponta dos pés.

Portman no maior papel de sua carreira vive com bravura a reprimida Nina. Ela é uma mulher com uma mãe que acha que ela ainda é uma criança, dorme num quarto cor-de-rosa cheio de ursos de pelúcia, sem amigas e tem uma vida regrada a dieta e ensaios sem fim. A dançarina disciplinada que sonha em ser perfeita vai se desintegrando numa espiral aterradora de devaneios. Assim, "Cisne Negro" mostra que nem tudo é o que parece quando tudo o que se quer é ser apenas perfeita.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Grace Kelly

(São Paulo, BR Press) - "Os contos de fadas contam histórias imaginárias. Eu, ao contrário, sou uma personagem real. Eu existo! Se contassem minha vida de mulher real, finalmente descobririam o verdadeiro ser que sou". São palavras de Grace Patricia Kelly, uma menina que nasceu em Filadélfia, fez carreira no cinema, se tornando musa de Alfred Hitchcock, e que largou tudo para ser princesa de Mônaco.
A fascinante história dessa mulher é contada na exposição Os Anos Grace Kelly, Princesa de Mônaco. Os 1200 m2 do Museu de Arte Brasileira, da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), se dividiu em 12 salas - cada uma contando um pedaço da vida de Kelly, por meio de quase 900 objetos.
O príncipe de Mônaco, Albert II, filho de Grace Kelly, esteve, na última quarta (04/05), na abertura da exposição para convidados. Ele teve a oportunidade de rever os objetos, alguns pertencentes à história dele. A exibição Os Anos Grace Kelly, Princesa de Mônaco abriu para o público nesta quinta (05/05), e fica em cartaz até 10 de julho.
Infância e juventude
Nas salas Filadélfia e Nova York, os visitantes podem ver filmes caseiros, álbuns de fotos e as certidões de nascimento e de batismo de Kelly, nascida em Filadélfia, no dia 12 de novembro de 1929.
Na adolescência, ela tinha um álbum onde colava itens do dia a dia, como embalagem de chiclete, figurinhas e guardanapos. Em 1947, a moça partia para Nova York, para estudar artes dramáticas.
Hollywood
Em 1950, Kelly estreava em Hollywood, na série de TV Believe It or Not. No ano seguinte, atuava num papel secundário em seu primeiro longa-metragem: Fourteen Hours. No faroeste Matar ou Morrer (High Noon, 1952), dividia os créditos com Gary Cooper.
A carreira de Kelly deslanchou a partir da primeira parceria com o diretor Alfred Hitchcock, em Disque M Para Matar (Dial M for Murder, 1954), com quem ainda trabalhou em Janela Indiscreta (Rear Window, 1954) e Ladrão de Casaca (To Catch a Thief, 1955).
Ela quase estrelou Marnie - Confissões de uma Ladra (Marnie, 1964) - como pode-se ver na exposição, uma carta escrita por Hitchcock à sua musa, oferecendo o papel principal. Kelly, então princesa, chegou a aceitar, mas os cidadãos de Mônaco se opuseram à ideia de ver sua princesa vivendo uma ladra na tela.
No estúdio Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), Kelly trabalhou em três filmes: Tentação Verde (Green Fire, 1954), O Cisne (The Swan, 1956) e Alta Sociedade (High Society, 1956). Como Kelly iria se casar com o príncipe Rainier III, ela quebrou o contrato com o estúdio, que previa mais um filme com a atriz.
As salas Hollywood e Hitchcock são dedicadas a essa breve - mas marcante - carreira de Kelly no cinema. Uma oportunidade rara para os visitantes é conferir a estatueta do Oscar que ela ganhou por Amar É Sofrer (The Country Girl, 1954) e a cadeira de rodas usada por James Stewart, no suspense Janela Indiscreta.
Conto de fadas
Nas salas Encontro e Casamento, estão expostas fotos e vídeos sobre o rendez-vous de Kelly com o futuro marido, príncipe Rainier III e o comentado matrimônio. Na visita da atriz ao Palácio de Mônaco, numa pausa que fez na divulgação do longa Ladrão de Casaca, no Festival de Cannes, em 1955, Kelly teve um breve encontro com o príncipe, no qual os dois trocaram endereços.
Em 19 de abril de 1956, o casamento real acontecia, com Kelly usando um vestido de noiva criado por Helen Rose, figurinista da MGM, feito com seda, renda bordada e pérolas cultivadas. Neste dia, a atriz se tornava princesa Grace de Mônaco. O famoso vestido está na exposição e foi um dos itens mais cultuados pelo público na noite de abertura, pois foi inspiração para o modelo usado por Kate Middleton, no casamento com o príncipe William.
Moda e estilo
Outras salas bastante badaladas na exibição foram as Bailes, Glamour e Princesa, dedicadas à simplicidade americana e à elegância aristocrática na forma de Grace se vestir. 23 vestidos usados por ela nos diversos bailes do principado estão expostos, para o deleite do público, em especial as mulheres. Cada um deles parecem obras de arte, desenhados por Christian Dior, Yves Saint-Laurent, Cristobal Balenciaga, Maggy Rouff e outros estilistas.
A administradora Sandra Sanchez, presente na noite de abertura da exposição, ficou encantada com o que viu: "Superou as minhas expectativas. Como eu gosto muito de moda, o que mais me impressionou foram os vestidos. Eles são maravilhosos! O guarda-roupa dela é fantástico, principalmente os vestidos de Christian Dior. Lindos! Quando eu entrei na sala fiquei maravilhada. E o vestido de noiva? Fiquei até sem ar quando olhei para ele, digno de uma princesa".
Além das roupas, Grace ficou famosa pelos chapéus criados por Jean Barthet, as joias Cartier e a icônica bolsa Hermés, que ganhou o nome Kelly, após a princesa usar um modelo de couro marrom da marca. Criado em 1930, o acessório serviu para representar a transformação de vida das mulheres ao ganharem independência.
Um pouco mais de Grace
As três salas restantes: Jardim Particular e Mulher Secreta, Maternidade e Família e Real tratam do lado pessoal da princesa, apaixonada por flores e dedicada aos três filhos, Caroline, Albert e Stéphanie, em paralelo aos compromissos do principado.
A exposição apresenta ao público uma jornada fascinante. Os contos de fadas são imaginários e a vida de mulher real que a atriz e princesa teve é merecida de ser contada e vista de perto. Assim, cada visitante descobrir uma faceta dessa lady que foi Grace Kelly.

domingo, 1 de maio de 2011

INDICAÇÕES FORTES

Caio Blat dá dicas de seus cineastas favoritos: Michael Haneke, Lars von Trier, irmãos Dardenne e Cláudio Assis

O ator Caio Blat começou a carreira ainda criança em incursões pela televisão e cinema. Aos dois anos, ele participou do documentário de curta-metragem "Mato Eles?" (1982). Atualmente ele pode ser visto na novela das sete da Globo, "Morde e Assopra". No cinema ele está em cartaz com os dramas "As Mães de Chico Xavier" e Bróder"

Eu gosto de filmes fortes. Adoro os filmes do Michael Haneke! Eu gosto muito de A Professora de Piano pela interpretação de Isabelle Huppert e a força do filme. O Haneke é um cineasta bem violento. Gosto também dos irmãos Joel e Ethan Coen e dos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne. Adoro A Criança, por exemplo, em que os pais vendem o filho. É muito forte! Gosto também do Lars von Trier. Sempre fico esperando ansioso para ver um filme que ele lança. Acho Dogville sensacional! Dançando no Escuro é uma obra-prima. Admiro muitos cineastas brasileiros também. Para mim, o maior deles é o Cláudio Assis. Amarelo Manga é outra obra-prima. Eu não consegui trabalhar no último filme dele, Febre do Rato, mas estou louco para poder assistir. A minha maior expectativa para este ano é ver Febre do Rato.
Caio Blat

DICAS

A Professora de Piano (2001)
Érika Kohut (Isabelle Hupert) é uma professora de piano que sente prazer em frequentar em segredo, cinemas pornôs e fazer automutilação genital com uma lâmina de barbear. Um dia, no entanto, vê sua vida transformada, quando começa a ter um mórbido relacionamento com o jovem aluno.

A Criança (2005)
Bruno (Jérémie Renier) e Sonia (Déborah François) são dois jovens delinquentes que sobrevivem de pequenos roubos. Namorados, acabam de ter um bebê. Enquanto tentam lidar com a própria sobrevivência e da criança, descobrem uma nova forma de aplicar golpes: o bebê.

Dogville (2003)
Grace (Nicole Kidman) é uma fugitiva que chega à isolada cidade de Dogville após fugir de gângsters. Encorajada por Tom (Paul Bettany), o porta-voz da cidade, Grace faz com a população local um acordo informal: eles a ajudam a se esconder e, em troca, ela trabalha para eles.

Dançando no Escuro (2000)
Selma (Björk) é uma imigrante que trabalha numa fábrica no interior dos Estados Unidos. Vítima de uma doença hereditária, ela está perdendo a visão e, para evitar que o filho tenha o mesmo destino, economiza todo o seu dinheiro para operá-lo.

Amarelo Manga (2002)
Histórias de pessoas no subúrbio do Recife se cruzam. Kika (Dira Paes) é muito religiosa e frequenta um culto enquanto seu marido, Wellington (Chico Diaz) faz seu trabalho como cortador de carne. Este é o objeto de paixão de Dunga (Matheus Nachtergaele).

sexta-feira, 22 de abril de 2011

DE PASSAGEM PELO BRASIL


Brasil é rota de lançamentos de filmes, com a presença de grandes astros, como Anne Hathaway, Jamie Foxx, Vin Diesel e Dwayne Johnson

“Cidade Maravilhosa, cheia de encantos mil...”. O hino da cidade do Rio de Janeiro é um belo jeito de mostrar o clima que os visitantes famosos têm sentido. Cada vez mais, a cidade tem se tornado rota para lançamentos de filmes e como cenários de grandes produções estrangeiras.

No ano passado, o Brasil recebeu Tom Cruise, Cameron Diaz, Sigourney Weaver e James Cameron, que vieram promover "Encontro Explosivo" e "Avatar", respectivamente. A equipe de Velozes e Furiosos 5 também veio, para as filmagens da produção que se passa no Rio de Janeiro. Robert Pattinson e Kristen Stewart também estiveram na cidade para filmar parte de "A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1".

Tradicionalmente, os países que realizam lançamentos de produções americanas são França, Inglaterra, Japão e Austrália. O Brasil tem um grande potencial no mercado cinematográfico mundial e os estúdios americanos perceberam a importância em se realizar promoções de seus filmes no país. No ano passado o faturamento de filmes estrangeiros no território nacional foi de R$ 1 bilhão.

PRIMEIRO DA LISTA
Em março deste ano, a equipe da animação "Rio" deu o pontapé inicial na promoção de filmes estrangeiros no Brasil. A produção traz a capital fluminense como cenário e nada melhor do que fazer do Rio de Janeiro, o lugar para o lançamento mundial.
Anne Hathaway; Jesse Eisenberg; Jamie Foxx; Rodrigo Santoro; Jemaine Clement e Will.i.am, dubladores da produção; o diretor Carlos Saldanha e os músicos Carlinhos Brown; Bebel Gilberto; Sergio Mendes e Taio Cruz, responsáveis pela trilha sonora, se reuniram para o lançamento.

O internacional Rodrigo Santoro brincou com os jornalistas dizendo que era a sua primeira visita à cidade. “Eu sempre quis vir ao Brasil e esta é uma grande oportunidade” (risos). Jamie Foxx também falou sobre a chance de conhecer o país. “Eu já estive aqui várias vezes, mas só pelo meu computador, visitando alguns sites especiais... Não deveria ter dito isso (risos). Mas, sem dúvida, o Rio de Janeiro correspondeu à minha expectativa. Eu me diverti muito! Fantástico!''.

"Rio" é uma bela homenagem do diretor a sua cidade natal. “A primeira vez que pensei em fazer esta animação foi há dez anos”. Sergio Mendes que compôs pela primeira vez para um filme comentou o trabalho feito. “Eu me apaixonei pelo projeto. Quando eu fiquei sabendo que iria trabalhar com uma equipe dos sonhos que tem Will, Carlinhos e Bebel, aí sim foi uma das experiências mais lindas da minha vida. Estou triste que já acabou, espero que tenha uma parte 2 do filme”.

Saldanha, Anne e Eisenberg, em companhia do prefeito da cidade, Eduardo Paes, foram ao CineCarioca Nova Brasília, no Complexo do Alemão. Lá aconteceu a exibição da animação para alunos de escolas municipais da região. Além dessa sessão, houve outras três exibições para a comunidade.

BARULHENTA PASSAGEM
No mês passado foi a vez da acelerada equipe do filme de ação "Velozes e Furiosos" vir ao Brasil. Assim como "Rio", a produção teve o lançamento mundial no Brasil. Os atores veteranos da franquia: Vin Diesel, Paul Walker, Jordana Brewster, Matt Schulze, Tyrese Gibson, Chris Ludacris Bridges, Sung Kang, Gal Gadot, Tego Calderon e Don Omar, e os novatos: Dwayne Johnson e Elsa Pataky, além do diretor Justin Lin e o produtor Neil Moritz, falaram sobre a produção, que se passa no Rio de Janeiro.

Moritz comentou sobre a inserção do Brasil na rota de lançamentos de filmes. “O Brasil está se tornando um mercado importante para a indústria cinematográfica. Neste momento ele está entre os dez mais importantes mercados da indústria, não só em termos de cinema, mas também de vídeo e TV por assinatura. Esse é um dos motivos de estarmos aqui”.

Walker continuou: “Esta é uma empreitada muito grande, mais atores estão vindo para cá e o Brasil é um mercado enorme. Agora é que as coisas estão realmente acontecendo aqui em termos da indústria cinematográfica”.

Diesel falou que nunca tinha visto um lançamento tão ambicioso como o realizado para "Velozes e Furiosos 5". “Em toda a minha carreira eu nunca vi nada como um lançamento mundial como essa que estamos fazendo no Rio de Janeiro. Fiquei muito feliz de a Universal querer mostrar a cidade como um personagem de tal forma que trouxesse toda a imprensa, não só brasileira, mas a internacional também. Na exibição teste que foi realizada nos Estados Unidos, todo mundo queria vir para o Rio”.

O diretor adiantou que haverá um sexto filme da série. “Quando as pessoas pensam em 'Velozes e Furiosos', logo falam dos carros, das mulheres bonitas. Mas no centro de tudo e que tem atraído os fãs é o tema da família. Conseguimos trazer todos os personagens de volta nesse quinto capítulo e o sexto filme será a conclusão e é o que teremos como tema para o fechamento da franquia”.

MAIS VISITANTES
A presença de astros hollywoodianos no Brasil é um grande artificio de propaganda no lançamento de um filme. A divulgação da animação Rio, contando com a presença da equipe resultou numa ótima bilheteria no final de semana de estreia. A renda foi de R$ 13 milhões. Em maio é a vez de testar a promoção de "Velozes", quando a produção estrear no dia seis.

Para o final do ano, os fãs podem esperar mais astros internacionais em território brasileiro. Como "Amanhecer - Parte 1" também teve cenas filmadas no Rio de Janeiro, é de se esperar que em novembro, quando estrear a produção, tenha um grande lançamento por aqui, com direito a presença do casal central do longa: Robert Pattinson e Kristen Stewart. Os outros três filmes da franquia vampiresca já renderam mais de R$ 100 milhões.

Em dezembro, Tom Cruise deve dar as caras novamente, após vir ao Brasil lançar "Operação Valquíria" e "Encontro Explosivo". Dessa vez será para promover o lançamento de "Missão Impossível: Ghost Protocol", quarto capítulo da franquia.

sábado, 16 de abril de 2011

SIMPÁTICOS E APAIXONADOS PELO BRASIL



Astros de “Velozes e Furiosos 5” no país para o lançamento do filme


Os atores Vin Diesel, Paul Walker, Jordana Brewster, Dwayne Johnson, Matt Schulze, Tyrese Gibson, Chris Ludacris Bridges, Sung Kang, Gal Gadot, Tego Calderon, Don Omar e Elsa Pataky, além do diretor Justin Lin e o produtor Neil Moritz estão no Rio de Janeiro para promover “Velozes e Furiosos 5”, que estreia no país no dia seis de maio.

No quarto capítulo da franquia, Letty (Michelle Rodriguez) fala a Dom (Diesel) que ouviu de Vince (Schulze) que o Rio é um bom lugar para ir. Bastou essa linha para surgir a ideia de se fazer a quinta parte de “Velozes” na Cidade Maravilhosa. Pois bem, eis que Dom e sua gangue desembarcam na cidade para uma boa dose de ação.

“Veozes 5” continua onde o quarto filme parou, em que Mia (Brewster), irmã de Dom, e Brian (Walker) interceptam o ônibus que leva Dom para a prisão e o resgata. Procurados pela polícia, a saída é ir embora de Los Angeles e se refugiar em outro país e vão parar no Rio de Janeiro.

Retrato do Brasil


A equipe de “Velozes e Furiosos 5” conversou com a imprensa esta semana. No filme, a capital fluminense tem uma polícia corrupta, assim como é vista, por exemplo, nos dois “Tropa de Elite’”. Jordana logo saiu em defesa de ‘Velozes’: “Quando eu vi o filme fiquei tão feliz! Quando eu vi a primeira cena que tem o Corcovado, eu fiquei tão emocionada. Eu achei que a cidade ficou linda. Há crime na história, mas por causa do conteúdo do filme e não por que se trata do Rio de Janeiro”.

Diesel emendou: “Quando filmamos o quarto filme na República Dominicana, o turismo aumentou 80%. Vamos ver agora o que acontece com o Rio de Janeiro”.

O filme se passa na cidade, mas grande parte das filmagens não foi feita no Brasil. A equipe passou apenas uma semana no Rio e o restante das filmagens foi realizada em Porto Rico. “Quando chegamos entendemos que os brasileiros detestariam se filmássemos o filme todo aqui. Era preciso fechar muitas ruas e ficou inviável. Fizemos muitas cenas aéreas e trabalhamos por uma semana aqui com o elenco principal. Estávamos determinados a fazer o filme inteiramente no filme no Brasil, mas não deu”, explicou o produtor.

Impressões sobre Rio de Janeiro


Toda a equipe ficou em polvorosa com a cidade do Rio de Janeiro. Diesel tem ido para muitas baladas e andando de bicicleta e disse que adoraria desfilar numa escola de samba. Quem sabe no ano que vem? Ele falou sobre o que gosta na cidade: “Sei que isso vai parecer maluquice, mas eu adoro as academias de ginástica que têm nas praias. Eu queria muito que tivesse isso nos Estados Unidos. Isso promove a saúde, que não se vê em outros lugares. Este lugar é impressionante! Eu estou morrendo de vontade de fazer o outro filme aqui”.

Walker está impressionado com a energia do povo brasileiro. “Eu não sei como que vocês fazem isso, mas é contagioso. Esse é um dos destinos mais fantásticos do mundo. Não importa aonde você vá, sempre quando se fala do país, todo mundo quer vir para cá. O estilo de vida daqui é parecido com o meu. Eu gosto da energia, da praia, do sol e do surfe”.

Gibson completou: “O Brasil tem boa energia, bela comida, belas pessoas. Adoro o Cristo no topo da montanha”.

Johnson não veio com a equipe para as filmagens no Brasil, no ano passado. Agora para o lançamento do filme ele teve a chance de conhecer o Rio. “Viajei o mundo todo e ainda não tinha vindo ao Brasil. O Rio é lindíssimo, as pessoas são maravilhosas e hospitaleiras”.

Para os fãs da franquia motorizada, pode comemorar, pois haverá um sexto filme, confirmado pelo diretor. “Quando as pessoas pensam em ‘Velozes e Furiosos’, logo falam dos carros, das mulheres bonitas. Mas no centro de tudo e que tem atraído os fãs é o tema da família. Conseguimos trazer todos os personagens de volta para o quinto capítulo e o sexto filme será a conclusão e é o que teremos como tema para o fechamento da franquia”.

sábado, 2 de abril de 2011

SOLTANDO A VOZ

Tom Cruise no musical "Rock of Ages"


Pelo menos um filme musical é lançado por ano. O último a cantarolar na tela foi "Burlesque". Em 2012 será a vez de "Rock of Ages", adaptação da peça homônima sobre o cenário musical dos anos 80. Um dos atores confirmados no filme é Tom Cruise. Ele será Stacee Jaxx, um cantor arrogante e muito charmoso que está no auge da carreira. Na produção ele irá interpretar a canção "Wanted Dead or Alive" do grupo Bom Jovi. "Rock of Ages" será dirigido por Adam Shankman, que também é coreógrafo e já dirigiu "Hairspray - Em Busca da Fama" e um episódio de "Glee". Alguns nomes sondados para integrar o restante do elenco do filme são Alec Baldwin, Russell Brand, Gwyneth Paltrow e a cantora Taylor Swift.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

NOS BASTIDORES DA TV


"Uma Manhã Gloriosa" revela o mundo por trás dos programas matinais

Becky Fuller (Rachel McAdams) cresceu com o sonho de um dia ser a produtora do Today, um dos mais famosos programas matinais dos Estados Unidos. Aos 18, não concluiu a faculdade de jornalismo e só conseguiu alguns empregos meia boca. Agora, aos 28 anos, parece que o seu sonho está cada vez mais distante, na comédia "Uma Manhã Gloriosa".

Ela, desesperada por um novo trabalho aceita uma vaga como produtora-executiva do programa Daybreak, de uma emissora que aparece em último na briga pela audiência. Becky bate de frente com o moral baixo da equipe e os egos inflados dos apresentadores da atração: Colleen Peck (Diane Keaton) e Paul McVee (Ty Burrell).

Colleen já dá as boas-vindas dizendo que Becky vai falhar como todos os outros e ir embora como todos os outros. Mas a produtora está determinada a elevar os níveis de audiência do Daybreak. A moça demite Paul e chama para coapresentar com Colleen, o respeitado jornalista, Mike Pomeroy (Harrison Ford), âncora de um jornal noturno. Mike considera o Daybreak um programa que só é assistido por quem perdeu o controle remoto. Ele só aceita o cargo pelo salário e porque anda desprestigiado.

O roteiro de Uma Manhã Gloriosa é assinado por Aline Brosh McKenna, de "O Diabo Veste Prada" e "Vestida Para Casar". Neles é possível notar a semelhança quanto a mocinha desajeitada, que deseja se dar bem na carreira que sempre sonhou e paga todos os pecados para conseguir isso. Além disso, a produção faz um divertido retrato dos bastidores da televisão


Diane Keaton e Harrison Ford se saem bem como âncoras e Rachel McAdams brilha como a determinada Becky, neste mundo cão chamado televisão.

ARGENTINA NA ÁREA


Cássio Gabus Mendes indica produção com Ricardo Darín

O ator Cássio Gabus Mendes pode ser visto na TV, na novela "Insensato Coração". No cinema ele integra o elenco do atual sucesso de bilheteria nacional: "Bruna Surfistinha". No filme ele vive Hudson, primeiro cliente da prostituta interpretada por Deborah Secco. O primeiro trabalho dele no cinema foi em "Boleiros - Era uma Vez o Futebol". As produções recentes estreladas por Gabus Mendes são "Cabeça a Prêmio" e "Chico Xavier". _____________________________________________________

Tem tanto filme bom. Para se ter uma ideia, eu vejo ou revejo de dois a três filmes por dia. Tenho vários filmes na minha coleção. Mas tem um filme que vi há pouco tempo e adorei foi "Abutres", com Ricardo Darín. O tom do filme é um tipo que eu gosto muito. O cinema argentino é muito interessante. Abutres é um filme difícil, mas é também fantástico e eu recomendo.

Cássio Gabus Mendes

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Acidentes de percurso

No filme "Abutres", o título remete a duas significações. A primeira se refere a ave que se alimenta de animais mortos. A segunda é ligada àquela pessoa sem escrúpulos. O criativo título do filme vai justamente desvendar toda a exploração de abutres no submundo das companhias de seguros no departamento de trânsito da Argentina.

Ricardo Darín vive o advogado Sosa. Ele participa de um esquema que assessora familiares e vítimas de acidentes de trânsito. Ao se aproveitar da fragilidade dessas pessoas, ele abocanha boa parte da indenização. Em outros casos, advogados como Sosa aliciam pessoas para sofrerem lesões em simulações de acidentes de trânsito e assim conseguirem as indenizações. A barbeiragem corrupta envolve além de advogados, médicos e até policiais. Sosa decide cair fora da vida de bandalheira quando se apaixona pela paramédica Lújan (Martina Gusman).

A temática forte do filme partiu da pesquisa que os roteiristas do longa fizeram ao verem os dados referentes ao número de acidentes e vítimas fatais em acidentes de trânsito. No filme fala-se que na última década, 100 mil pessoas morreram, muitas delas antes dos 35 anos. Especula-se na mídia que no país, após o burburinho causado pela história do filme, o governo planeja uma reformulação nas leis para impedir os desvios de dinheiro.

sexta-feira, 25 de março de 2011

INVASÃO DOS REBOOTS


Na urgência de resgatar personagens, estúdios de Hollywood apostam no reinício de franquias cinematográficas

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quinta-feira, 24 de março de 2011

ZONA DE GUERRA

Pelotão americano instalado num dos lugares mais perigosos do planeta é visto no documentário “Restrepo”

“Vamos para a guerra!”. É isso que um grupo de oficiais americanos diz empolgado a caminho do Afeganistão em 2007. Eles fazem parte de um pelotão que vai atuar no leste do país, no Vale Korengal, considerado não só o lugar mais perigoso do Afeganistão como também o lugar mais mortal da Terra.

Em “Restrepo”, os oficiais se estabelecem no posto avançado KOP, região dominada pelo Talibã. A incerteza e o medo tomam conta deles. Emboscadas aparecem de todos os lados possíveis. Na Operação Avalanche, todas as posições americanas são atacadas ao mesmo tempo. Em 2010, os Estados Unidos saiu de lá com 50 baixas e homens sem saber lidar com as lembranças de combate.

A guerra no Afeganistão tem sido muito retratada em documentários, como em “No End in Sight”, “Operation Homecoming: Writing the Wartime Experience” e “Iraq in Fragments”. Todos eles são muito eficientes em explorar os desafios e as injustiças de uma guerra infundada, assim como “Restrepo”.

quarta-feira, 23 de março de 2011

ADEUS A ELIZABETH TAYLOR

Estrela de muitos clássicos, como "Gata em Teto de Zinco Quente", morre aos 79 anos

A dama do cinema americano, Elizabeth Taylor, teve sua vida interrompida nesta madrugada, quando a atriz morreu, após um quadro de insuficiência cardíaca, aos 79 anos.

A atriz começou a carreira aos 10 anos e protagonizando "Lassie Come Home". Aos 15, atuou em Nossa Vida Com Papai. Já adulta Liz fez aprte de projetos marcantes como, "Assim Caminha a Humanidade", "Gata em Teto de Zinco Quente" e "Cleópatra".

"Disque Butterfield 8" e "Quem Tem Medo de Virginia Woolf?", lhe valeram o Oscar de melhor atriz. Com a sáude debilitada, Liz fez seu último trabalho, em 2001, dublando uma personagem da série animada God, the Devil and Bob.

AMORES

A vida fora das telas, acabou chamando muito mais atenção, do que os filmes de Liz. Muito apaixonada, ela se casou oito vezes, duas delas com o ator Richard Burton, que conheceu no set de "Cleópatra".


OS MUITOS MARIDOS DE ELIZABETH TAYLOR


Conrad Hilton Jr. (1950 – 1951)

Michael Wilding (1952 – 1957)

Mike Todd (1957 – 1958)

Eddie Fisher (1959 – 1964)

Richard Burton (1964 – 1974) / (1975 – 1976)

John Warner (1976 – 1982)

Larry Fortensky (1991 – 1996)

sexta-feira, 4 de março de 2011

POR TRÁS DA TROPA

NO MUNDO DO CINEMA revela os passos de "Tropa de Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro" até o sucesso numa entrevista exclusiva com dois membros da equipe do filme: Marcos Prado e Bráulio Mantovani

O ano de 2010 foi fantástico para o cinema nacional. "Tropa de Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro" se tornou a maior bilheteria da história da indústria cinematográfica brasileira com um faturamento de R$ 104 milhões e um público de 11,1 milhões. Este é apenas o começo. Agora ele terá uma longa jornada em festivais e no home vídeo. Mais do que números os dois filmes de "Tropa de Elite" conseguiram o feito de se tornarem um fenômeno cultural colocando o coronel Nascimento (Wagner Moura) no patamar de ídolo nacional.

A fórmula para o sucesso não existe e é aí que entra o talento e o know-how de uma equipe disposta a arriscar. Foi este o caso de "Tropa de Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro". À frente da missão está o diretor José Padilha que comandou uma produção ambiciosa, cercada de estratégias e um trabalho complexo de logística para colocar "Tropa 2" na tela.

Para colocar você a par desse fenômeno, NO MUNDO DO CINEMA conversou com personagens centrais que fizeram com que "Tropa 2" tivesse uma história de sucesso tanto de público quanto de crítica. O produtor Marcos Prado e o roteirista Bráulio Mantovani, revelaram como foi transformar a história no papel em imagens para a tela. Desde o conceito da trama do filme, as estratégias de mercado, até as precauções tomadas para evitar o vazamento de informações e a pirataria da produção.

TRABALHO NA RAÇA

Produtor Marcos Prado revela os desafios para colocar "Tropa de Elite 2" no cinema e no home video e as chances do filme no mercado internacional

A produção "Tropa de Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro" conta com uma equipe de parceria vinda do primeiro, lançado em 2007. Marcos Prado, produtor dos dois filmes da série agora se prepara para lançar seu primeiro longa-metragem de ficção: "Paraísos Artificiais" com José Padilha – diretor de "Tropa 1" e "2" – como o produtor. O filme aborda o universo das festas raves e do consumo de drogas. Os dois são parceiros de longa data, além dos filmes "Tropa", Prado produziu o documentário "Ônibus 174", de Padilha.

Prado finaliza agora a edição do longa no que chama de “corrida contra o tempo”, pois "Paraísos" participará do Amsterdam Film Festival, que anuncia os ganhadores no dia 31 de maio. Ele interrompeu a “corrida” para conversar com o NO MUNDO DO CINEMA, sobre o trabalho realizado em 'Tropa de Elite 2" e o futuro do filme no mundo cinematográfico.

Como nasceu o fenômeno “Tropa de Elite”? Em 2007, quando o primeiro filme foi lançado, vocês tinham ideia do sucesso que a produção faria e o quanto isso cresceria com o segundo?
Por causa da pirataria do primeiro filme, a mídia espontânea que tivemos por três meses, a polêmica em relação ao conteúdo e a forma, as pessoas acusando o filme de fascista, maniqueísta e outras amando o filme... Isso virou um assunto, uma coisa partidária. Quando pensamos em fazer o segundo filme, nós achávamos que nó mínimo teríamos o mesmo público do primeiro: 2,5 milhões de espectadores. Preparamos um plano de negócios e fizemos uma pesquisa de mercado. As sequências de sucesso quase sempre fazem o mesmo número ou um pouco melhor que o primeiro. Projetamos dois cenários: pessimista com o número que deu o "Tropa 1" e o otimista contando com as 11,5 milhões de pessoas que segundo o Datafolha e o IBOPE assistiram a versão pirata. Colocamos na internet o trailer e a partir dele percebemos que tínhamos um potencial. Inicialmente iríamos lançar o filme com 600 cópias, que já era algo audacioso e terminamos com quase 790. A resposta que o trailer teve no YouTube deu uma força para nos arriscarmos.

O que mudou na parte prática para a produção entre o primeiro e o segundo filme?
Na produção sabíamos que teria de ser feita uma ação que imprimisse verdade. Tanto o 1 quanto o 2 misturam ação com conteúdo. Não partimos para fazer o segundo filme porque era uma boa oportunidade de negócio. Existia toda a temática das milícias que não havia sido explorada. Vimos que tinha muita coisa para ser contada, fazer o Nascimento passar da visão que tinha de dentro do quartel da Polícia Militar para dentro da política.

Qual você diria que foi o maior desafio para filmar "Tropa 2"?
Conseguimos apoio de todas as instituições, do governo municipal e estadual. Imprimimos muita verdade. Filmamos dentro do quartel do Bope. Eles nos apoiaram integralmente. Tinha um Caveirão quebrado, consertamos ele e usamos na cena da invasão no Morro Dona Marta. A Polícia Civil alocou o helicóptero para outra sequência. A dificuldade foi conseguir todos esses apoios. Fizemos diversas reuniões explicando a importância de trazer essa temática para a população. Foi bem trabalhoso, não foi de uma hora para outra. Outra questão era quanto a nossa decisão de distribuir o filme sozinhos.

Como veio essa decisão de controlar todo o lançamento por meio da própria Zazen Produções, incluindo a distribuição independente nos cinemas e em vídeo?
O primeiro filme foi distribuído pela Universal Pictures e quando apresentamos o plano de negócios, ela não quis participar. Era um projeto muito complexo e ela achou que estávamos sendo um pouco audaciosos e assim nos tornamos os donos de todos os direitos do filme. Em vez de nos associarmos a outra distribuidora, decidimos fazer nós mesmos. Achamos um expert no mercado que é o Marco Aurélio Marcondes, que já foi sócio da Europa Filmes, ajudou a fundar a Globo Filmes. Ele tem um know how muito grande em lançar filmes. Nós o contratamos para ele ser o coordenador de lançamentos, montamos uma micro distribuidora aqui mesmo na Zazen e capitaneados por Marcondes fomos estudando o tamanho do lançamento, apostamos tudo e deu certo.

Como foi montada a equipe de produção do filme?
Procuramos repetir a fórmula com os mesmos técnicos do primeiro "Tropa". A direção de arte mudou um pouco com o Tiago Marques Teixeira. O primeiro foi tão difícil de fazer, corremos tanto risco nas favelas dominadas pelo poder paralelo e isso fez com que a equipe ficasse muito unida. Agregamos uma nova equipe de produção, mas repetimos todos os técnicos: som, maquiagem, figurino, inclusive os estrangeiros que haviam feito os efeitos especiais do "Tropa 1".

Quanto a escolha do elenco, quais foram as escolhas mais fáceis e quais deram mais trabalho?
Wagner Moura! (risos). Foi convencê-lo a fazer o 2 (risos). Antes de fazer a sequência pensávamos em produzir uma minissérie. As emissoras começaram a propor isso, tinha a dúvida em fazer e o Wagner também não queria. Passaram uns dois anos quando houve a ideia de fazer o 2. Apresentamos a ele como seria o personagem, já que não seria uma continuação simplesmente. O Wagner se interessou vendo que não seria uma repetição do personagem. Era um elenco grande com mais de 100 pessoas, o Rafael Salgado [assistente de direção] e a Fátima Toledo [preparadora de elenco] ajudaram muito. Foi um longo processo, tudo é muito difícil no cinema (risos).

Segundo dados fornecidos pelo Sindicato das Empresas Distribuidoras Cinematográficas do Município do Rio de Janeiro (SEDCMRJ), na segunda semana de 2011, "Tropa de Elite 2" ainda estava em cartaz e contabilizava público de mais de 11,2 milhões de espectadores. A que você atribui tal marca?
Só tem uma coisa que leva as pessoas ao cinema que é o boca-a-boca. Alguém gosta e recomenda o filme. Não adianta colocar toneladas de anúncios e propagandas, isso só ajuda no começo. A qualidade dele é que faz esse sucesso. Já tínhamos a vantagem do primeiro filme e até brincamos que nunca saberemos se a pirataria dele foi ruim para nós. Mais de 11 milhões de pessoas tinham assistido a versão pirata. O Ibope calculou que 70% dos brasileiros tinham ouvido falar do Capitão Nascimento e isso se alastrou pelo Brasil. Grande parte desse sucesso se deu por causa do "Tropa 1".

Muito se fala sobre o fato de "Tropa de Elite" ainda não ter sido lançado em Blu-ray. Existe alguma chance de vermos o filme de 2007 nesse formato no futuro próximo?
Prado – Esperaremos um pouco. Primeiro vamos terminar de lançar todos os subprodutos do Tropa 2. Temos um documentário sendo montado sobre "Tropa 1" e "2" e que vai ser lançado no cinema e por isso vamos esperar um pouco.

Os fãs podem esperar por um box com os dois filmes em breve?
Mais para frente podemos fazer um lançamento duplo, um produto diferenciado. Mas esse documentário do qual falei ainda está sendo montado, vai ser o primeiro filme do Alexandre Lima, que começou aqui na Zazen. Ele fez todas as filmagens do making of dos dois filmes e está montando toda a saga que foi realizar essas duas produções. As pessoas gostam tanto das duas e vai poder entender os bastidores, como foi preparar o personagem do Wagner Moura, são muitos detalhes, tem muita coisa que aconteceu nesse ínterim e pode ser um material de interesse do público.

Falando sobre a carreira internacional de "Tropa 2", ele já foi exibido no Festival Sundance de Cinema. Quais outros eventos internacionais o filme participará?
Agora estamos mostrando o filme nos Estados Unidos para alguns distribuidores. Existe a possibilidade de se fazer um lançamento independente com empresas menores para tentar pegar o mercado de brasileiros e latinos. Estamos ouvindo propostas. O filme participou do Festival de Berlim na mostra Panorama e lá ouvimos outras propostas. Calmamente vamos para os festivais e deixar o "Tropa" conquistar o mundo !

CONTANDO A HISTÓRIA

Bráulio Mantovani comenta sobre o trabalho de roteirista em "Tropa de Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro"

Todo filme começa pelo roteiro. A incrível história do capitão Nascimento que em "Tropa de Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro" é coronel e enfrenta as milícias, saiu da cabeça do roteirista Bráulio Mantovani e do diretor José Padilha. Esta é a terceira colaboração entre eles no qual Mantovani também escreveu o documentário "Última Parada – 174" e do primeiro "Tropa de Eilte". O novo trabalho dele no cinema é em "Vips" que estreia no dia 25.

Saindo do universo realístico dos roteiros que faz para o cinema, Mantovani abusa da imaginação no livro "Perácio - Relato Psicótico" já a venda nas livrarias. Segundo o autor é um livro sobre pesadelos e loucura e como a loucura da linguagem pode ser contagiosa. Para os palcos, ele escreveu a peça de teatro "Menecma" que estreia no final de março no Teatro Popular do Sesi com direção de Laís Bodanzky.

Mantovani conversou com o NO MUNDO DO CINEMA sobre o livro, a peça e também sobre o trabalho em "Tropa de Elite 2". Na entrevista a seguir ele comenta do orgulho que sente da continuação de "Tropa". “Eu nunca fiquei tão orgulhoso do meu trabalho tanto quanto fiquei com "Cidade de Deus" e "Tropa de Elite 2". Até achei que nunca mais sentiria o mesmo orgulho que senti com Cidade de Deus, mas voltei a sentir com o 'Tropa 2'”.

Como foi o processo de criação do roteiro de "Tropa de Elite 2"?
O roteiro foi feito em parceria com o José Padilha. O Daniel Rezende, montador do filme, me ligou para falar que o Padilha estava pensando em fazer uma continuação, já que a ideia de realizar a minissérie não tinha dado certo. A princípio eu não gostei muito da ideia porque contar a mesma história duas vezes não é muito a minha praia. Mas ele já tinha as ideias fundamentais sobre mostrar o Nascimento 15 anos depois, dele parar na Inteligência da Polícia Militar e lidar com o tema das milícias. Quando o Padilha me contou isso, eu gostei. Partimos então para o roteiro com muitas conversas, o Rodrigo Pimentel [ex-capitão do Bope] nos assessorou com as histórias que ele viveu e a de outros policiais e fomos montando várias possibilidades para a história. Eu fiz três versões bem diferentes de roteiro e a terceira versão foi reescrita pelo Padilha. Depois eu dei alguns palpites e só na montagem nos juntamos para ver se seria preciso mudar alguma coisa, mas sugeri poucas mudanças.

Quanto tempo levou para o roteiro ser feito?
Da ideia inicial até ter o roteiro pronto para a filmagem foi um processo de mais ou menos um ano e dois meses.

Para escrever o roteiro, como foi a etapa de pesquisas, foi necessário fazer um trabalho em campo?
A pesquisa foi dividida entre o Padilha e eu. Ele entrevistou muitos policiais e fez uma pesquisa voltada a realidade policial. O Pimentel foi uma fonte incessante de histórias policias. Eu fiz a pesquisa política. Fiquei mais próximo do Marcelo Freixo [deputado estadual PSOL-RJ] que serviu de inspiração para o personagem Fraga [Irandhir Santos], um militante dos direitos humanos que depois entra para a política. Essa história é muito próxima do Freixo. Ficamos muito amigos e ele me passou todas as gravações do canal da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro com as CPIs das milícias que ele presidiu. Assisti mais de 30 horas de depoimentos de milicianos. Essa foi a pesquisa mais extensa. Fui também na Assembleia, Freixo me explicou como tudo funcionava. O Freixo está para mim assim como o Pimentel está para o Padilha (risos).

Os seus roteiros estão ligados a questões da realidade. Em projetos futuros, você pretende continuar seguindo esses temas ou fazer roteiros com histórias mais imaginativas como é o caso do livro e da peça que você escreveu?
Eu não faço nenhum tipo de restrição a temas. Se o projeto é legal, a história é boa e eu sinto que sei contá-la bem independe se é uma temática social ou não. O tema está em segundo plano, mas eu gosto muito de cinema político. Adorei fazer "Tropa 2" justamente por isso, ele é um filme muito político. Eu tenho mais simpatia com filmes que de que alguma forma são explicitamente políticos.

Quando você e o Padilha estavam escrevendo o roteiro, imaginavam que os temas do filme gerariam tanta repercussão e uma resposta positiva do público?
Enquanto estou escrevendo, eu não penso em nenhum momento no que o filme pode ser em termos de mercado, bilheteria. Eu fico concentrado na história e fazer com ela mexa comigo, me deixe perturbado. É isso que eu procuro. Depois vendo Tropa 2 pronto eu adorei. Achei o filme maravilhoso, mas ele ficou mais denso e menos pop que o primeiro, com uma trama muito intricada. Na verdade eu achei que o filme não faria muito sucesso (risos). Eu disse pro Padilha que achei o filme maravilhoso, eu não ficava orgulhoso assim desde Cidade de Deus. Mas achei que o filme talvez não tivesse os ingredientes que tinham feito o primeiro ser um sucesso tão grande. Falei: “Acho que não vamos fazer o mesmo público do primeiro, mas paciência porque não vamos mexer em nada, pois está maravilhoso”. Estava redondamente enganado (risos).

Depois do sucesso estrondoso de "Tropa de Elite 2", você acha que há uma história para ser contada num terceiro filme?
Desde que o filme estreou até este momento, eu não consigo imaginar uma continuação para "Tropa de Elite". Não que não exista muitas histórias da polícia que renderiam um bom longa, tem histórias de sobra. Mas eu não sei mais o que podemos fazer com o Nascimento. Fizemos ele dizer que a polícia do Rio de Janeiro tem de acabar (risos), então eu não sei depois dele dizer isso para onde o Nascimento poderia ir. Nesse momento não tem o que fazer com ele, no entanto, o trabalho criativo é sempre muito imprevisível. Nunca vou dizer que não dá para fazer uma continuação, a única resposta honesta que posso dar é que eu não saberia como fazer essa continuação agora.

Agora falando um pouco sobre o seu livro, "Perácio - Relato Psicótico", do que se trata a obra?
Eu escrevi esse livro como se não fosse meu. Eu comecei a trabalhar nele em 1996. O tema são pesadelos, principalmente os meus, que eu tenho muito desde a infância e sempre tive vontade de fazer algo com pesadelos. Eu inicialmente tentei escrever um curta-metragem quando ainda morava em Nova York, isso em 1990. Anos depois numa situação de trabalho conheci um homem chamado Perácio e o chefe dele gritava “Perácio” constantemente e fiquei com esse nome na cabeça. Eu pensei: “se um dia eu escrever um romance ele se chamará Perácio”. Comecei a escrever sobre o que o Perácio pensa, sonha, os pesadelos... Percebi que a voz que contava os pesadelos dele, não era a minha voz, mas de um outro personagem. Eu inventei o narrador que está internado num hospital psiquiátrico contando a história para mim. Inventei uma história de que fui nessa instituição para fazer pesquisa para um filme... O livro tem dois narradores, o CFD que conta a história do Perácio e o outro sou eu, no qual conto o que acontecia no local quando CFD não estava falando. Percebi que eu também tinha de ser um personagem do livro, um personagem que enlouquecia ao longo do dia. O livro trata principalmente do fato de pessoas que têm muito pesadelo têm a tendência em confundir realidade com fantasia. O Perácio é um caso desse e levei isso ao limite, o que aconteceria com alguém que vivesse numa total confusão entre esses dois mundos. É contar como esses pesadelos podem enlouquecer uma pessoa e como o narrar esses pesadelos podem enlouquecer quem está escutando essa narração.

Como você começou a escrever o livro em 1996, o seu trabalho hoje como roteirista não influenciou no seu trabalho como romancista, certo?
Quando comecei a escrever o livro eu nem tinha feito o roteiro de "Cidade de Deus". Esse trabalho não tem absolutamente nada a ver com o que eu faço quando escrevo um roteiro. É outra parte do cérebro que entra em ação.

Desta forma qual é a diferença entre escrever um livro e um roteiro?
Todos os filmes que eu fiz até hoje foi sob encomenda. Eu sempre me coloco como o autor do roteiro, coloco coração e alma no que estou fazendo, mas é sempre algo de fora pra dentro, de alguém me procurar para escrever um roteiro. A minha peça "Menecma" é de 1992 e o livro comecei a desenvolver em 1996. Essas obras partiram da minha imaginação, não teve ninguém me contratando para fazer. Isso já é uma grande diferença. Tecnicamente há uma grande diferença também. No cinema é preciso contar uma história com imagens e ações. Os diálogos não são as partes mais importantes de um roteiro. Os meus roteiros possuem apenas 25% de diálogo, o resto é tudo ação. É preciso encadear uma trama visualmente e trabalhar com a ideia de narrativa dramática. No teatro também tem a narrativa dramática, mas a graça está na troca de diálogos. A grande ferramenta para produzir efeitos inesperados e fazer o espectador responder aquilo está nos diálogos. Na literatura já é a palavra em si, o discurso, tudo é puramente verbal, por mais que no meu livro eu descreva muitos pesadelos com imagens estranhas.

"Perácio" poderia se tornar um filme?
Não daria para fazer um filme a partir do livro, seria só um filme com imagens estranhas, não é uma história que possa ser contada na forma dramática do cinema. Na minha opinião só funciona como literatura mesmo. É claro que alguém pode inventar um filme a partir do livro, mas quem fizer isso terá de se apropriar do livro e contar outra coisa, pois contar a história como está no livro só funciona mesmo no discurso verbal.

E a peça "Menecma', do que se trata?
É preciso ver a peça para descobrir o significado da palavra (risos). Ela tem uma certa composição dramatúrgica que parece sugerir um sonho às vezes.