sexta-feira, 29 de julho de 2011

FACILIDADE OU DOR DE CABEÇA?

Estúdios planejam lançamento antecipado de seus filmes por video on-demand, irritando exibidores e locadoras online dos Estados Unidos

Os estúdios Warner Bros, Sony, 20th Century Fox e Universal estão enfrentando uma briga com exibidores e locadoras online nos Estados Unidos. As companhias se uniram para utilizarem o site Home Premiere, como canal oficial para lançarem seus filmes no home entertainment, por video on-demand. O plano é disponibilizar os títulos para locação, ao valor de US$ 30.

O que anda irritando os complexos de cinema e as locadoras online é o tempo de janela. A estratégia desses estúdios é colocar os filmes no Home Premiere, dois meses após a estreia no cinema. E quando os filmes chegarem em DVD, as locadoras online teriam de esperar 28 dias, para então, disponibilizá-los em video on-demand e em quiosques.

O motivo para esta decisão, de acordo com o site Variety, é que desta forma, os estúdios aproveitam a campanha de marketing utilizada quando um filme estreia no cinema, mantendo-os frescos na cabeça dos consumidores. Outra razão alegada é a decisão do público em não querer gastar para ir até um cinema, isto inclui a forma de locomoção, o ingresso para várias pessoas de uma mesma família e os aperitivos.

REPERCUSSÃO

O The National Association of Theatre Owners (NATO), se posicionou a respeito, ao declarar que a estratégia vai comprometer a receita da indústria do entretenimento. “Este plano altera a relação econômica entre exibidores, cineastas e produtores e os estúdios estão participando de uma empreitada de risco”. Importantes cineastas demonstraram apoio aos exibidores, como James Cameron, Michael Bay, Peter Jackson, Quentin Tarantino e M. Night Shyamalan.

O NATO ressalta que muitos filmes levam tempo para se desenvolverem bem nas bilheterias. Já os estúdios se defendem dizendo que não irão colocar os filmes no Home Premiere, quando estes, ainda continuam com bom desempenho nas bilheterias.

Outro problema levantado pela associação de donos de cinema, é a antecipação dos lançamentos, que vai facilitar o trabalho dos pirateiros, que terão de forma mais fácil e rápida, uma cópia de qualidade, dos filmes pertencentes a esses estúdios. É por causa disto, que a Paramount ainda não se vinculou ao Home Premiere.

No país, o Home Premiere é disponibilizado pela operadora de TV por assinatura, DirecTV. São cerca de seis mil títulos, dentre lançamentos, como 127 Horas e Sucker Punch: Mundo Surreal, como também filmes de catálogo, como Laranja Mecânica e Bem-Hur. Em junho, os cineastas Christopher Nolan e Jon Favreau assinaram uma carta em conjunto com o NATO protestando quanto ao serviço da operadora de TV.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

AS MAIS BEM PAGAS DE HOLLYWOOD

Angelina Jolie e Sarah Jessica Parker lideram ranking com US$ 30 milhões cada

A revista americana Forbes divulgou a lista das 10 atrizes mais bem pagas de Hollywood, entre maio de 2010 e maio de 2011. Angelina Jolie e Sarah Jessica Parker empataram com um faturamento de US$ 30 milhões.

Jolie é a única atriz que consegue fazer bilheteria como estrela de filmes de ação. No ano passado ela estrelou “Salt” e “O Turista”, que renderam juntos mundialmente, mais de US$ 570 milhões.

Em 2010, Jessica Parker protagonizou “Sex and the City 2” e fora das telas, desenhou uma linha de roupas para a marca Halston e tem uma linha de perfumes que é uma das mais vendidas, segundo a Forbes.

Em terceiro lugar ficou a atual rainha das comédias românticas, Jennifer Aniston, com US$ 28 milhões no bolso. No ano passado, ela atuou em: “Coincidências do Amor” e “Esposa de Mentirinha”.

Aniston é seguida de Reese Witherspoon, que também levou US$ 28 milhões, graças aos românticos “Como Você Sabe” e “Água Para Elefantes”. Katherine Heigl trabalhou em “Par Perfeito” e “Juntos Pelo Acaso”, que lhe renderam US$ 19 milhões.

A atriz mais nova da lista é Kristen Stewart, 21 anos, estrela da cinessérie “A Saga Crepúsculo”.

Confira a lista das atrizes mais bem pagas de Hollywood:

1.Angelina Jolie – US$ 30 milhões
2.Sarah Jessica Parker – US$ 30 milhões
3.Jennifer Aniston – US$ 28 milhões
4.Reese Witherspoon – US$ 28 milhões
5.Julia Roberts – US$ 20 milhões
6.Kristen Stewart – US$ 20 milhões
7.Katherine Heigl, US$19 milhões
8.Cameron Diaz – US$ 18 milhões
9.Sandra Bullock – US$ 15 milhões
10.Meryl Streep – US$10 milhões

terça-feira, 5 de julho de 2011

CRIADOR DE SUCESSOS

Na animação “Rio”, o diretor Carlos Saldanha faz de sua cidade natal uma atração para brasileiro e o mundo ver

Há dez anos, quando o carioca Carlos Saldanha trabalhava nos Estados Unidos como animador, ele imaginava fazer uma animação tendo sua cidade natal como pano de fundo.

Em 2002, ele começava a carreira como diretor em A Era do Gelo e com mais quatro filmes na carreira, incluindo as partes 2 e 3 de A Era do Gelo, finalmente Saldanha consegue ver sua Cidade Maravilhosa na animação Rio. O diretor e roteirista conversou com NO MUNDO DO CINEMA para falar sobre a produção e sobre a carreira. Confira!

Você teve a ideia de fazer “Rio” há dez anos. Da ideia ao projeto final, mudou muita coisa?
A ideia dos pássaros, a extinção das espécies isso não mudou. O que mudou é que na história original, quando pensava sobre o projeto, teve muitas notícias no jornal de que pinguins apareceram no Rio de Janeiro. Achei interessante em contar a história de um estrangeiro chegando ao Rio de Janeiro. Mas na época outros estúdios lançaram filmes com pinguins: os personagens de Madagascar, Tá Dando Onda e Happy Feet. Então eu desisti dessa ideia. Mas aí veio o Blu, mas com a mesma temática do estrangeiro.

A animação é muito realista quanto à cidade do Rio de Janeiro. Como sua equipe estrangeira conseguiu chegar a esse resultado com tanta precisão?
A equipe foi ao Rio de Janeiro e passou cinco dias durante o Carnaval. Eu queria que ela captasse a experiência de ter o contato com a cidade pela primeira vez e com isso, transmitir os sentimentos e impressões da cidade na animação.

Como um carioca, como é ver sua cidade natal na tela e o mundo abraçando o filme e sendo um sucesso internacional?
Nossa é ótimo! A animação está representando o Brasil e a responsabilidade é muito maior. É a oportunidade de abrir uma janela para as pessoas conhecerem o Brasil.

Qual parte do Rio de Janeiro, que quando você viu no filme, mais te tocou?
Para mim, a cena mais especial até hoje é a da asa-delta. Para mim como sequência, representa todos os elementos da história do filme: a beleza, essa coisa mágica do Rio de Janeiro, a aventura, a comédia porque acaba sendo um cena engraçada e a emoção, porque é a primeira vez que o Blu tem a experiência de voar.

É difícil escolher, mas qual personagem você acabou gostando mais?
É difícil! Você se apega à eles como se fossem filhos e você gosta do mesmo jeito de cada filho. Mas tem personagens que me surpreenderam, como a cacatua Nigel e o cachorro Luiz. Os outros eu já sabia que seriam bons, mas esses dois surpreenderam.

Como foi a escolha do elenco para a dublagem dos personagens?
Eu fico responsável pela escolha do elenco. Eu não preciso do rosto dos atores, só da voz e o talento de atuação de voz é muito importante. Quando eu faço a escalação eu nem vejo a foto do ator, eu só ouço a voz.

Tanto a trilogia “A Era do Gelo” quanto “Rio” tratam da questão ambiental e alguns dos personagens são animais em perigo ou em extinção. Essas são temáticas que sempre te interessou ou elas surgiram por acaso?
Um pouco das duas coisas. Particularmente em “Rio”, a temática começou justamente com a parte ambiental, a questão das aves em extinção. Eu gosto desses temas e falar disso é sempre bom.

Cada vez mais as animações deixam de ser somente para crianças e alcançando um público maior. Qual a importância hoje, em alcançar um público mais amplo?

Isso é imprescindível. Claro que há filmes que são mais infantis, outros mais adultos. Tentar achar esse meio termo é uma boa, porque as animações são muito rentáveis e os pais vão acompanhar os filhos no cinema e é preciso que esses filmes sejam familiares. Eu particularmente, gosto muito de fazer filmes familiares. Tenho uma família grande e gosto de poder ir ao cinema e compartilhar com eles a mesma experiência.

E como você encontra esse meio termo para agradar a um público diversificado?
Eu geralmente não gosto de histórias muito infantis. Por isso, eu procurar encontrar diálogos e elementos na história que às vezes a criança não percebe, a nuance que o adulto nota e a criança não.

A indústria americana está se interessando em realizar mais filmes no Brasil?
Aos poucos o Brasil começa a ficar conhecido. Este ano estamos tendo três filmes americanos realizados no Brasil. É preciso haver uma continuidade, mais incentivos, para isso continuar acontecendo, como já acontece em outros países, como a França e a Inglaterra.

Com você trabalhando nos Estados Unidos, como que o mercado americano identifica o mercado brasileiro?
O Brasil tem crescido muito, não só no mercado de cinema, mas no de DVD também, justamente pelo fato da economia estar estabilizada, o dólar estar baixo... O Brasil já está entre os dez mercados mais importantes no mundo.

Fale um pouco sobre o Blu-ray de “Rio”.
Tem os Extras tradicionais, como o making of, mas o melhor do Blu-ray é a tecnologia que proporciona uma qualidade de imagem e som. Com ele você consegue chegar o mais próximo do que se assiste no cinema e até às vezes com maior qualidade e o melhor é que você pode ter isso no conforto da sua casa. O Blu-ray está ficando cada vez mais acessível e quando se começa a ver um filme em Blu-ray você não quer saber mais de assistir em DVD.

Você acredita que o futuro da animação está no 3D?
A tendência é continuar. Enquanto tiver público querendo ver animação 3D, vamos continuar fazendo filmes nesse formato. E ele não atrapalha o processo de se fazer uma animação. Ele só agrega. Fazer animação em 3D é muito mais fácil do que realizar um filme em 3D em película. Na animação o 3D utiliza-se um recurso que já produz as cenas em três dimensões. Ele aumenta um pouco o orçamento e o tempo de produção, mas no final, compensa.

A realização de uma animação é um processo muito complexo. Como o diretor atua no comando de uma animação?
É um processo muito parecido com a filmagem de um filme em live-action. A primeira parte é trabalhar na dublagem dos personagens para aí partir para as outras partes da animação, utilizando as vozes para dar vida aos personagens. Fazer animação é o mesmo processo de uma linha de produção. No live-action você tem um set montado com câmera, luz, microfone, posicionamento dos atores. Na animação é tudo segmentado.

No dia sete de julho haverá uma exposição de “Rio”. O que será apresentado nessa exposição?
Vamos mostrar um pouquinho da arte de Rio. Por trás de uma animação há vários artistas, vários processos. Tem coisas que fazemos à lápis, outras em escultura. É interessante o público ver que nem tudo é digital e tudo tem um processo de evolução. Todo mundo já viu o filme e agora saberá como ele foi feito.

Você pensa em fazer um filme de live-action no futuro?
Eu penso em fazer, mas eu só faria se fosse um projeto de que eu gostasse tanto quanto um projeto de animação. É um desafio e tenho interesse sim.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

MISCELÂNEA CINEMATOGRÁFICA


Murilo Rosa escolhe os seus filmes favoritos. De O Pagador de Promessas a Homem-Aranha


Murilo Rosa recentemente esteve na novela "Araguaia", da Globo. Agora ele dá um tempo na televisão para se dedicar ao cinema. Na tela, ele foge dos personagens pelo qual o público o conhece na televisão. No longa "Como Esquecer" ele vive Hugo, um ator gay. Pelo filme, o ator ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante no Los Angeles Brazilian Film Festival.

Atualmente, ele está em cartaz em circuito limitado com o drama "No Olho da Rua". Nele, Rosa vive o metalúrgico Oton, que entra em derrocada, após perder o emprego. “O Oton é uma versão realista do que é ser um metalúrgico. Mesmo que eles vivam bem, se criou uma ilusão muito grande em cima do metalúrgico por causa do ex-presidente do Brasil [Luiz Inácio Lula da Silva]. Esse é outro caminho e uma visão do que pode acontecer quando se demite uma pessoa".

Seu próximo trabalho é "Área Q", que trata de casos de abduções. Nele, Rosa é um camponês que é abduzido. Este ano, ele começa as filmagens de "Vazio Coração", em que o ator vive um cantor famoso que tem uma relação tempestuosa com o pai.

Favoritos de Murilo Rosa

Para começar, eu cito 'O Pagador de Promessas' e 'Cidade de Deus', este é antológico! O filme consegue ser as duas coisas: ele consegue ser um filme comercial e de arte. Você escuta a música do Cartola numa cena de morte, comendo pipoca! 'Estômago' é um filme de um diretor novo, Marcos Jorge, e agora não tem mais essa de diretor veterano e novato. Eles fazem gol já nos primeiros filmes. 'Terra Estrangeira', um dos primeiros trabalhos de Walter Salles é um dos meus favoritos. O Cheiro do Ralo, segundo filme do Heitor Dhalia. Quanto aos filmes estrangeiros eu cito 'Cidadão Kane', para radicalizar (risos). Quando eu vi esse filme pela primeira vez eu pensei: “O quê?”. Esse filme é o maior da história e quando assisti pela segunda vez eu gostei. Isso não é estranho? (risos).Eu gosto de assistir de tudo. Adoro 'Homem-Aranha' ... um dos últimos que assisti e gostei foi 'Rio', que vi com o meu filho. Eu amei! O cinema é para você comer pipoca, rir e se divertir.
Murilo Rosa