quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
A REINVENÇÃO DE MATTHEW MCCONAUGHEY
Com carreira marcada por comédias medíocres o ator ressurge
como provável ganhador do Oscar pelo drama “Clube de Compras Dallas”
Na edição do Oscar deste ano, um nome desponta como favorito: Matthew McConaughey. O texano de 44 anos perdeu 22 quilos para viver Ron Woodroof. O personagem descobre que tem o vírus HIV e passa a traficar remédios ilegais do México.
A transformação física de McConaughey é impressionante e os membros da Academia ADORAM quando os atores metamorfoseiam-se. A indicação ao Oscar é uma resposta a guinada que o ator deu a carreira dele. Ultimamente o bonitão era visto em comédias medíocres como “Sahara”, “Armações do Amor”, “Um Amor de Tesouro”, “Minhas Adoráveis Ex-Namoradas” e “Surfer, Dude”.
Em 2011, McConaughey endireitou-se na carreira apostando em filmes independentes e em personagens dramáticos. A nova escalada pode ser vista em filmes como: “O Poder e a Lei”, “Bernie”, “Killer Joe – Matador de Aluguel”, “Amor Bandido” e “Magic Mike”.
“All right, All right, All right!”
O ator, que já estrelou mais de 40 filmes, estreou no cinema em 1993 em “Jovens, Loucos e Rebeldes”. Na comédia, o personagem dele, David Wooderson, diz o bordão: “All right, All right, All right!”, que virou uma marca de McConaughey. Ele em geral diz isso em entrevistas e premiações, como pôde ser visto no último Globo de Ouro, no qual levou o prêmio de melhor ator em drama por “Clube de Compras Dallas”.
Em 1996, passou a chamar atenção após trabalhar em “Lone Star – Estrela Solitária” e “Tempo de Matar”. Esse último, em especial, por causa do namoro com a colega de cena, Sandra Bullock.
Descamisado
Na maioria dos filmes, McConaughey aparece sem camisa, revelando o físico impecável. Em 2012, a revista “Empire” até divulgou uma análise, revelando que o ator apareceu descamisado em 60% dos filmes. Traduzindo: cerca de 70 minutos de abdômen chapado em cena.
O caso até virou piada. Em três ocasiões, Matt Damon no programa “Late Show with David Letterman”, fez imitações de McConaughey falando sobre a predileção por ficar sem camisa.
Favorito
Se McConaughey vencer o Oscar de melhor ator por “Clube de Compras Dallas”, ele será o segundo ator a levar a estatueta por interpretar um aidético. O primeiro foi Tom Hanks em 1994, por “Filadélfia”.
O Oscar acontece em dois de março e “Clube de Compras Dallas” estreia em 21 de fevereiro.
sábado, 28 de dezembro de 2013
PARABÉNS AO CINEMA!
O Cinema completa 118 anos neste sábado (28). Na história, muitas produções abordaram os bastidores e a magia contagiante que o cinema provoca nos espectadores. Em 2011, "O Artista" fez sua bela homenagem abordando a história da chegada do cinema falado que ameaça a carreira de um astro do cinema mudo, George Valentin (Jean Dujardin).
Em 2012, chegou aos cinema o nacional "Cine Holliúdy". O filme faz um divertido tributo ao cinema. O longa aborda a luta de Francisgleydisson (Edmilson Filho) para montar uma sala de cinema para exibir filmes de pancadaria.
Para homenagear a sétima arte, confira aqui outros filmes que tratam o cinema como protagonista.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
NO LABIRINTO DE KUBRICK
Exposição dedicada ao cineasta tem seções divididas em
forma de labirinto – cenário de um dos filmes do diretor – “O Iluminado”
A filmografia de Stanley Kubrick é esmiuçada na exposição
que leva o nome do cineasta. A expografia é dividida em 16 seções e conta com
mais de 500 objetos. Dentre eles estão figurinos, roteiros, claquetes e a
cadeira de diretor usada por Kubrick.
As seções da exposição estão divididas por obra e fazem o
visitante vivenciar a confusão de estar num labirinto – cenário da parte final
do filme “O Iluminado”. As seções possuem entradas e saídas que fazem as
pessoas, em parte, ficarem perdidas na busca pela saída da exposição.
O espaço dedicado a “O Iluminado” (1980) é uma recriação
dos corredores do hotel que é cenário do longa. Cada porta revela fotos,
roteiros, peças de figurino, a máquina de escrever de Jack Torrance (Jack
Nicholson) e o machado usado por ele na parte final do longa. O labirinto de cerca viva aparece numa maquete.
Stanley Kubrick nasceu em 1928 e começou a carreira como
fotógrafo. As primeiras experimentações no cinema foram em curtas-metragens. O
primeiro foi “Day of the Fight” (1951). O longa-metragem de estreia foi “Medo e
Desejo” (1953). Ao todo, foram 16 filmes, como “Glória Feita de Sangue” (1957),
“Dr. Fantástico” (1964), “2001: Uma Odisseia no Espaço (1968) e “De Olhos Bem
Fechados” (1999).
Kubrick morreu em 7 de março de 1999, quatro meses antes
da estreia de “De Olhos Bem Fechados”, estrelado pelo então casal Tom Cruise e
Nicole Kidman.
“Videando”
Um dos espaços mais concorridos da exposição é do cult “Laranja
Mecânica”. Televisores mostram cenas do filme e o visitante se torna frequentador
do leite-bar Korova. O local tem como itens da cenografia duas esculturas que
aparecem na produção. Outro item é o popular figurino branco usado por Alex
(Malcolm McDowell).
Trilha sonora
Cada seção da expografia tem a música principal da respectiva trilha sonora do filme exposto. Exemplo é a canção “Surfin' Bird”, dos Ramones, ouvida
na seção do longa de guerra “Nascido para Matar”. Uma das salas mostra a importância da música nos
filmes de Kubrick. O elemento fílmico serve para dar impacto emocional e
psicológico às cenas.
O público tem a chance de imergir no universo Kubrick até
12/01/2014. A rica expografia está em cartaz no MIS (Museu da Imagem e do Som),
em São Paulo. O ingresso custa R$10,00 (inteira) na bilheteria do MIS ou
R$20,00 pelo site Ingresso Rápido.
domingo, 2 de junho de 2013
MANDANDO BALA

Longa de ação com Clive Owen é um dos lançamentos da Netflix para este mês
“Mandando Bala é um ótimo filme de ação." “Mandando Bala é um péssimo filme de ação." Bem, isso vai depender de quem assiste ao filme. E isso levanta uma questão interessante a respeito do cinema de ação. Esse gênero é o que mais atrai público aos cinemas e para gostar dele é preciso embarcar na aventura.
Quantas vezes você já ouviu alguém na sala de cinema reclamando de alguma cena de um filme de ação? Coisas do tipo: “Até parece”, “Ah, ele não vai fazer isso” ou então “Ai que mentira!”, são comuns de se ouvir.
O cinema surgiu há 117 anos e ele possui diversas funções e a principal delas é a de entretenimento. A ideia de entrar numa sala escura, se refugiar lá por duas horas e viver uma grande história pela tela empolga muita gente. Segundo o autor Christian Metz o conteúdo de um filme é classificado de várias formas.
O tipo heroico satisfaz no espectador uma generosidade sem uso na vida cotidiana. E o filme de ação é um gênero que permite isso. Com ele, o espectador vive histórias incríveis, inimagináveis que só podem ser vividas no cinema. Cada gênero cinematográfico tem o seu dizer próprio, um conteúdo específico no qual o impossível é possível. Por isso, ao assistir a um filme de ação é preciso conhecer as regras do jogo para vivenciar e apreciar todas as peripécias na tela de forma intensa e íntima.
O filme de ação funciona com o modelo comum no qual o herói deve capturar um outro personagem do domínio hostil. A partir desse modelo há variações. O “erro” que seria um assassinato, roubo ou separação implica no ponto de partida da história. O herói leva a cabo uma briga com o oponente de forma que seu objetivo seja realizado e no final conseguir reparar o “erro”.
No filme “Mandando Bala” o herói tenta salvar uma mulher que acaba de dar à luz, só que ela acaba morrendo em um tiroteio. Resta a ele livrar o bebê da morte, quando descobre que a criança é alvo de um esquema de transplante de medula óssea. Confuso? Pois a trama um tanto quanto complicada deve ser deixada de lado. O bom mesmo é se deixar levar pela aventura, no qual a improbabilidade é a ferramenta para o diretor Michael Davis criar cenas absurdamente criativas.
O herói se chama Smith (Clive Owen) e é um homem mal-humorado que se designa como um babá britânico e perigoso. Ele é jeitoso com as palavras e é bem esperto. O tempo todo ele come cenoura, já que faz bem para os olhos e consequentemente ajuda na mira quando vai atirar. E para comprar munição ele não faz cerimônia e usa ticket de alimentação, já que serve como dinheiro.
Para ajudar Smith ele vai atrás da bela prostituta ama-de-leite interpretada pela generosa (Monica Bellucci), já que o bebê está faminto e também precisa de um carinho materno. O vilão, vivido pelo sempre ótimo Paul Giamatti é um capítulo à parte e fica pra ele a tarefa de dizer os diálogos mais divertidos do filme, como: “Sabe qual a diferença entre a esposa e a arma? É que na arma dá pra por um silenciador!”.
Outra pérola dele é a seguinte: “Violência é uma das coisas mais divertidas de se ver”. E não é verdade? Em qual outro gênero cinematográfico se pode ver loucuras fisicamente impossíveis de acontecer? Em "Mandando Bala", o herói enfrenta um batalhão, sem se machucar e ainda por cima com um bebê nos braços. E a forma então como o vilão é morto é engraçadíssima de tão absurda que é.
O filme é ágil, não perde tempo com cenas piegas e blá blá blá. Tudo é bem exagerado, com um humor cínico. Ele é absurdo sim, é insano sim e esses ingredientes nunca foram tão bem usados numa produção de ação como nessa. Então quem for assistir a “Mandando Bala”, prepare-se para as regras do jogo. Perderá aquele que não souber se divertir com um filme de ação.
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