sexta-feira, 29 de julho de 2011

FACILIDADE OU DOR DE CABEÇA?

Estúdios planejam lançamento antecipado de seus filmes por video on-demand, irritando exibidores e locadoras online dos Estados Unidos

Os estúdios Warner Bros, Sony, 20th Century Fox e Universal estão enfrentando uma briga com exibidores e locadoras online nos Estados Unidos. As companhias se uniram para utilizarem o site Home Premiere, como canal oficial para lançarem seus filmes no home entertainment, por video on-demand. O plano é disponibilizar os títulos para locação, ao valor de US$ 30.

O que anda irritando os complexos de cinema e as locadoras online é o tempo de janela. A estratégia desses estúdios é colocar os filmes no Home Premiere, dois meses após a estreia no cinema. E quando os filmes chegarem em DVD, as locadoras online teriam de esperar 28 dias, para então, disponibilizá-los em video on-demand e em quiosques.

O motivo para esta decisão, de acordo com o site Variety, é que desta forma, os estúdios aproveitam a campanha de marketing utilizada quando um filme estreia no cinema, mantendo-os frescos na cabeça dos consumidores. Outra razão alegada é a decisão do público em não querer gastar para ir até um cinema, isto inclui a forma de locomoção, o ingresso para várias pessoas de uma mesma família e os aperitivos.

REPERCUSSÃO

O The National Association of Theatre Owners (NATO), se posicionou a respeito, ao declarar que a estratégia vai comprometer a receita da indústria do entretenimento. “Este plano altera a relação econômica entre exibidores, cineastas e produtores e os estúdios estão participando de uma empreitada de risco”. Importantes cineastas demonstraram apoio aos exibidores, como James Cameron, Michael Bay, Peter Jackson, Quentin Tarantino e M. Night Shyamalan.

O NATO ressalta que muitos filmes levam tempo para se desenvolverem bem nas bilheterias. Já os estúdios se defendem dizendo que não irão colocar os filmes no Home Premiere, quando estes, ainda continuam com bom desempenho nas bilheterias.

Outro problema levantado pela associação de donos de cinema, é a antecipação dos lançamentos, que vai facilitar o trabalho dos pirateiros, que terão de forma mais fácil e rápida, uma cópia de qualidade, dos filmes pertencentes a esses estúdios. É por causa disto, que a Paramount ainda não se vinculou ao Home Premiere.

No país, o Home Premiere é disponibilizado pela operadora de TV por assinatura, DirecTV. São cerca de seis mil títulos, dentre lançamentos, como 127 Horas e Sucker Punch: Mundo Surreal, como também filmes de catálogo, como Laranja Mecânica e Bem-Hur. Em junho, os cineastas Christopher Nolan e Jon Favreau assinaram uma carta em conjunto com o NATO protestando quanto ao serviço da operadora de TV.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

AS MAIS BEM PAGAS DE HOLLYWOOD

Angelina Jolie e Sarah Jessica Parker lideram ranking com US$ 30 milhões cada

A revista americana Forbes divulgou a lista das 10 atrizes mais bem pagas de Hollywood, entre maio de 2010 e maio de 2011. Angelina Jolie e Sarah Jessica Parker empataram com um faturamento de US$ 30 milhões.

Jolie é a única atriz que consegue fazer bilheteria como estrela de filmes de ação. No ano passado ela estrelou “Salt” e “O Turista”, que renderam juntos mundialmente, mais de US$ 570 milhões.

Em 2010, Jessica Parker protagonizou “Sex and the City 2” e fora das telas, desenhou uma linha de roupas para a marca Halston e tem uma linha de perfumes que é uma das mais vendidas, segundo a Forbes.

Em terceiro lugar ficou a atual rainha das comédias românticas, Jennifer Aniston, com US$ 28 milhões no bolso. No ano passado, ela atuou em: “Coincidências do Amor” e “Esposa de Mentirinha”.

Aniston é seguida de Reese Witherspoon, que também levou US$ 28 milhões, graças aos românticos “Como Você Sabe” e “Água Para Elefantes”. Katherine Heigl trabalhou em “Par Perfeito” e “Juntos Pelo Acaso”, que lhe renderam US$ 19 milhões.

A atriz mais nova da lista é Kristen Stewart, 21 anos, estrela da cinessérie “A Saga Crepúsculo”.

Confira a lista das atrizes mais bem pagas de Hollywood:

1.Angelina Jolie – US$ 30 milhões
2.Sarah Jessica Parker – US$ 30 milhões
3.Jennifer Aniston – US$ 28 milhões
4.Reese Witherspoon – US$ 28 milhões
5.Julia Roberts – US$ 20 milhões
6.Kristen Stewart – US$ 20 milhões
7.Katherine Heigl, US$19 milhões
8.Cameron Diaz – US$ 18 milhões
9.Sandra Bullock – US$ 15 milhões
10.Meryl Streep – US$10 milhões

terça-feira, 5 de julho de 2011

CRIADOR DE SUCESSOS

Na animação “Rio”, o diretor Carlos Saldanha faz de sua cidade natal uma atração para o brasileiro e o mundo ver

Há dez anos, quando o carioca Carlos Saldanha trabalhava nos Estados Unidos como animador, ele imaginava fazer uma animação tendo sua cidade natal como pano de fundo.

Em 2002, ele começava a carreira como diretor em "A Era do Gelo" e com mais quatro filmes na carreira, incluindo as partes 2 e 3 de "A Era do Gelo", finalmente Saldanha consegue ver sua Cidade Maravilhosa na animação "Rio".

O diretor e roteirista conversou com a revista VER VIDEO para falar sobre a produção e a carreira. Confira!

Você teve a ideia de fazer “Rio” há dez anos. Da ideia ao projeto final mudou muita coisa?
A ideia dos pássaros, a extinção das espécies isso não mudou. O que mudou é que na história original, quando pensava sobre o projeto, teve muitas notícias no jornal de que pinguins apareceram no Rio de Janeiro. Achei interessante em contar a história de um estrangeiro chegando ao Rio de Janeiro. Mas na época outros estúdios lançaram filmes com pinguins: 'Madagascar', 'Tá Dando Onda' e 'Happy Feet'. Então eu desisti dessa ideia. Mas aí veio o Blu, mas com a mesma temática do estrangeiro.

A animação é muito realista no retrato da cidade do Rio de Janeiro. Como sua equipe estrangeira conseguiu chegar a esse resultado com tanta precisão?
A equipe foi ao Rio de Janeiro e passou cinco dias durante o Carnaval. Eu queria que ela captasse a experiência de ter o contato com a cidade pela primeira vez e com isso, transmitir os sentimentos e as impressões da cidade na animação.

Sendo carioca, como é ver o mundo abraçando o filme?
Nossa é ótimo! A animação está representando o Brasil e a responsabilidade é muito maior. É a oportunidade de abrir uma janela para as pessoas conhecerem o Brasil.

Qual parte do Rio de Janeiro, que quando você viu no filme, mais te tocou?
Para mim, a cena mais especial até hoje é a da asa-delta. Como sequência representa todos os elementos da história do filme: a beleza, a magia do Rio de Janeiro, a aventura, a comédia... Acaba sendo um cena engraçada... E tem a emoção porque é a primeira vez que o Blu tem a experiência de voar.

É difícil escolher, mas qual personagem você acabou gostando mais?
É difícil! Você se apega a eles como se fossem filhos e você gosta do mesmo jeito de cada filho. Mas tem personagens que me surpreenderam, como a cacatua Nigel e o cachorro Luiz. Os outros eu já sabia que seriam bons, mas esses dois surpreenderam.

Como foi a escolha do elenco para a dublagem dos personagens?
Eu fico responsável pela escolha do elenco, mas não preciso do rosto dos atores, só da voz e o talento de atuação de voz é muito importante. Quando eu faço a escalação eu nem vejo a foto do ator, eu só ouço a voz.

A realização de uma animação é um processo muito complexo. Como o diretor atua no comando de uma animação?
É um processo muito parecido com a filmagem de um filme em live-action. A primeira parte é trabalhar na dublagem dos personagens para aí partir para as outras partes da animação, utilizando as vozes para dar vida aos personagens. Fazer animação é o mesmo processo de uma linha de produção. No live-action você tem um set montado com câmera, luz, microfone, posicionamento dos atores. Na animação é tudo segmentado.

Tanto a trilogia “A Era do Gelo” quanto “Rio” tratam da questão ambiental e alguns dos personagens são animais em perigo ou em extinção. Essas são temáticas que sempre te interessaram ou elas surgiram por acaso?
Um pouco das duas coisas. Particularmente em “Rio”, a temática começou justamente com a parte ambiental, a questão das aves em extinção. Eu gosto desses temas e falar disso é sempre bom.

Cada vez mais as animações deixam de ser somente para crianças e alcançando um público maior. Qual a importância hoje, em conquistar um público mais amplo?

Isso é imprescindível. Claro que há filmes que são mais infantis, outros mais adultos. Tentar achar esse meio termo é uma boa porque as animações são muito rentáveis e os pais vão acompanhar os filhos no cinema. É preciso que esses filmes sejam familiares. Eu particularmente gosto muito de fazer filmes familiares. Tenho uma família grande e gosto de poder ir ao cinema e compartilhar com eles a mesma experiência.

E como você encontra esse meio termo para agradar a um público diversificado?
Eu geralmente não gosto de histórias muito infantis. Por isso, eu procuro encontrar diálogos e elementos na história que às vezes a criança não percebe, mas o adulto sim.

A indústria americana está se interessando em realizar mais filmes no Brasil?
Aos poucos o Brasil começa a ficar conhecido. Este ano estamos tendo três filmes americanos realizados no Brasil. É preciso haver uma continuidade, mais incentivos para isso continuar acontecendo, como já acontece em outros países, como a França e a Inglaterra.

Com você trabalhando nos Estados Unidos, como que o mercado americano identifica o mercado brasileiro?
O Brasil tem crescido muito, não só no mercado de cinema, mas no de DVD também. Isso justamente acontece pelo fato da economia estar estabilizada, o dólar estar baixo... O Brasil já está entre os dez mercados mais importantes no mundo.

Fale um pouco sobre o Blu-ray de “Rio”.
Tem os extras tradicionais, como o making of. Mas o melhor do Blu-ray é a tecnologia que proporciona uma qualidade de imagem e som. Com ele você consegue chegar o mais próximo do que se assiste no cinema e até às vezes com maior qualidade. O melhor é que você pode ter isso no conforto da sua casa. O Blu-ray está ficando cada vez mais acessível e quando se começa a ver um filme em Blu-ray você não quer saber mais de assistir em DVD.

Você acredita que o futuro da animação está no 3D?
A tendência é continuar. Enquanto tiver público querendo ver animação 3D, vamos continuar fazendo filmes nesse formato. E ele não atrapalha o processo de se fazer uma animação. Ele só agrega. Fazer animação em 3D é muito mais fácil do que realizar um filme em 3D em película. Na animação o 3D utiliza-se um recurso que já produz as cenas em três dimensões. Ele aumenta um pouco o orçamento e o tempo de produção, mas no final, compensa.

Você pensa em fazer um filme de live-action no futuro?
Eu penso sim, mas eu só faria se fosse um projeto de que eu gostasse tanto quanto um projeto de animação. É um desafio e tenho interesse sim!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

MISCELÂNEA CINEMATOGRÁFICA


Murilo Rosa escolhe os seus filmes favoritos. De O Pagador de Promessas a Homem-Aranha


Murilo Rosa recentemente esteve na novela "Araguaia", da Globo. Agora ele dá um tempo na televisão para se dedicar ao cinema. Na tela, ele foge dos personagens pelo qual o público o conhece na televisão. No longa "Como Esquecer" ele vive Hugo, um ator gay. Pelo filme, o ator ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante no Los Angeles Brazilian Film Festival.

Atualmente, ele está em cartaz em circuito limitado com o drama "No Olho da Rua". Nele, Rosa vive o metalúrgico Oton, que entra em derrocada, após perder o emprego. “O Oton é uma versão realista do que é ser um metalúrgico. Mesmo que eles vivam bem, se criou uma ilusão muito grande em cima do metalúrgico por causa do ex-presidente do Brasil [Luiz Inácio Lula da Silva]. Esse é outro caminho e uma visão do que pode acontecer quando se demite uma pessoa".

Seu próximo trabalho é "Área Q", que trata de casos de abduções. Nele, Rosa é um camponês que é abduzido. Este ano, ele começa as filmagens de "Vazio Coração", em que o ator vive um cantor famoso que tem uma relação tempestuosa com o pai.

Favoritos de Murilo Rosa

Para começar, eu cito 'O Pagador de Promessas' e 'Cidade de Deus', este é antológico! O filme consegue ser as duas coisas: ele consegue ser um filme comercial e de arte. Você escuta a música do Cartola numa cena de morte, comendo pipoca! 'Estômago' é um filme de um diretor novo, Marcos Jorge, e agora não tem mais essa de diretor veterano e novato. Eles fazem gol já nos primeiros filmes. 'Terra Estrangeira', um dos primeiros trabalhos de Walter Salles é um dos meus favoritos. O Cheiro do Ralo, segundo filme do Heitor Dhalia. Quanto aos filmes estrangeiros eu cito 'Cidadão Kane', para radicalizar (risos). Quando eu vi esse filme pela primeira vez eu pensei: “O quê?”. Esse filme é o maior da história e quando assisti pela segunda vez eu gostei. Isso não é estranho? (risos).Eu gosto de assistir de tudo. Adoro 'Homem-Aranha' ... um dos últimos que assisti e gostei foi 'Rio', que vi com o meu filho. Eu amei! O cinema é para você comer pipoca, rir e se divertir.
Murilo Rosa

terça-feira, 28 de junho de 2011

TRAILER MISSION IMPOSSIBLE: GHOST PROTOCOL

"Sua missão, caso decida aceitá-la...". A famosa frase da franquia "Missão Impossível" volta a ser proferida, com o lançamento do teaser trailer do filme , quarta parte da cinessérie: "Mission Impossible: Ghost Protocol".

O vídeo apresenta um ataque ao Kremlin, sede do governo da Rússia. O presidente dos Estados Unidos decreta o código Ghost Protocol e, por isso, depõe a organização secreta Impossible Mission Force (IMF).

Agora, o agente Ethan Hunt (Tom Cruise) é obrigado a fugir, provar que não está envolvido no ataque e limpar o nome da organização. Caso ele ou algum membro de sua equipe seja capturado, será considerado terrorista. Para a missão, Hunt terá de trabalhar com o agente Brandt (Jeremy Renner), com quem acaba tendo uma rixa. A morena Paula Patton faz par com Cruise.

Sem parar

Os dois minutos e 22 segundos do trailer mostram incríveis cenas de ação, com as famosas sequências da franquia: perseguições de carro, lutas mano a mano e Hunt nas alturas. Desta vez, ele fica pendurado no Burj Dubai, prédio mais alto do mundo, localizado em Dubai, nos Emirados Árabes.

A vertiginosa ação do trailer é embalada pela música Won't Back Down, de Eminem e Pink. O filme teve algumas sequências filmadas em Imax, assim como foi feito em Batman - O Cavaleiro das Trevas.

Brad Bird, diretor das animações "Os Incríveis" e "Ratatouille", com "Mission", estreia na direção de um filme live-action. Além de Cruise e Renner, o elenco do filme ainda conta com Simon Pegg, Paula Patton, Josh Holloway, Anil Kapoor, Vladimir Mashkov e Michael Nyqvist.

Tom Cruise fez um tweet especial anunciando o trailer e o site oficial também está no ar. O filme estreia no Brasil em 30 de dezembro.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

JIM CARREY: O REI DA COMÉDIA


Ator visita a cidade para lançar novo filme e mostra porque faz sucesso com o público.

Na tarde desta segunda, o ator canadense Jim Carrey, 49 anos, mostrou descontração em entrevista coletiva para divulgar a comédia "Os Pinguins do Papai".

Carrey chegou à entrevista, que aconteceu no hotel Copacabana Palace, dançando. Depois ele cumprimentou os jornalistas em português. Sempre sorrindo e fazendo as habituais caretas, o ator esbanjou bom humor durante a conversa com a imprensa brasileira e latino-americana.

“O melhor deste país é a diversidade. O Rio de Janeiro é lindo”, disse Carrey. Ele ainda brincou ao falar que “gostaria de caçar na selva".

Na invasão de astros internacionais ao Brasil, o comediante revelou que veio para conhecer o país e o povo e que promover o filme estava em segundo lugar.

Rei do público

Depois do humor adulto de "O Golpista do Ano", o comediante, que acumula US$2,3 bilhões nas bilheterias dos Estados Unidos, realiza em "Os Pinguins do Papai", um filme para toda família, filão que o lançou em "Ace Ventura - Um Detetive Diferente" e "O Máskara".

Na nova comédia, Carrey é Sr. Popper, um homem de negócios que mora em Nova York e ganha seis pinguins de herança. Com os novos companheiros, ele precisa organizar sua vida em função dos bichos.

"Os Pinguins do Papai" estreia no Brasil na próxima sexta (01/07).

quarta-feira, 1 de junho de 2011

DOBRADINHA CINEMATOGRÁFICA



Deborah Secco e Fabiula Nascimento, colegas de cena no filme "Bruna Surfistinha" mostram ter gostos parecidos

No filme "Bruna Surfistinha", Deborah Secco é Raquel, uma jovem que sai de casa e vai se prostituir para ganhar a vida. No prostíbulo onde ela vai trabalhar já tem outras garotas de programa, como Janine, interpretada por Fabiula Nascimento. Esta de cara não aceita Raquel, havendo um conflito entre as duas. A produção é um grande sucesso de bilheteria. Ela já faturou quase R$ 20 milhões e está entre os dez filmes mais vistos no Brasil em 2011.

Eu gosto de diversos filmes e para mim o diretor Stanley Kubrick é o grande mestre do cinema. Mas atualmente, o meu filme favorito é 'Cisne Negro'.
Deborah Secco

Eu amei 'Cisne Negro'. Identifiquei-me muito com a personagem. O filme tem muito a ver com a profissão de atriz, o fato de você se transformar a todo o momento, de encarar um processo, de tentar não embarcar na loucura de ser perfeita. Essa é uma luta diária. O filme mostra muito isso, o fato dessa menina sucumbindo a todas as pressões e do quanto é importante ter uma base para se seguir adiante, coisa que ela não tem.
Fabiula Nascimento


Bastidores do balé


Uma jovem pura transformada em cisne espera pelo amor verdadeiro para quebrar a maldição e viver com o príncipe por quem se apaixonou. Esta é a história do balé Lago dos Cisnes apresentado pela primeira vez em 1877. No filme "Cisne Negro", o balé na trama ganha uma nova versão para torná-la mais moderna, ideia do diretor Thomas (Vincent Cassel). Ele está à procura de uma bailarina que consiga incorporar tanto o cisne branco quanto o cisne negro.

Thomas escolhe Nina (Natalie Portman). Ela é linda, tímida, frágil, perfeita para viver o cisne branco. Mas para ser o cisne negro ela precisa mostrar paixão, sedução, se entregar totalmente e isso, Nina não consegue. Intimidando Nina, Thomas afronta a bailarina e coloca no caminho dela uma concorrente, Lily (Mila Kunis).

"Cisne Negro" é forte e perturbador. O diretor da produção, Darren Aronofsky, revela o mundo do balé sem censura, mostrando o sacrifício físico e psicológico que as bailarinas sofrem e o ritual para alcançar a perfeição na ponta dos pés.

Portman no maior papel de sua carreira vive com bravura a reprimida Nina. Ela é uma mulher com uma mãe que acha que ela ainda é uma criança, dorme num quarto cor-de-rosa cheio de ursos de pelúcia, sem amigas e tem uma vida regrada a dieta e ensaios sem fim. A dançarina disciplinada que sonha em ser perfeita vai se desintegrando numa espiral aterradora de devaneios. Assim, "Cisne Negro" mostra que nem tudo é o que parece quando tudo o que se quer é ser apenas perfeita.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Grace Kelly

(São Paulo, BR Press) - "Os contos de fadas contam histórias imaginárias. Eu, ao contrário, sou uma personagem real. Eu existo! Se contassem minha vida de mulher real, finalmente descobririam o verdadeiro ser que sou". São palavras de Grace Patricia Kelly, uma menina que nasceu em Filadélfia, fez carreira no cinema, se tornando musa de Alfred Hitchcock, e que largou tudo para ser princesa de Mônaco.
A fascinante história dessa mulher é contada na exposição Os Anos Grace Kelly, Princesa de Mônaco. Os 1200 m2 do Museu de Arte Brasileira, da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), se dividiu em 12 salas - cada uma contando um pedaço da vida de Kelly, por meio de quase 900 objetos.
O príncipe de Mônaco, Albert II, filho de Grace Kelly, esteve, na última quarta (04/05), na abertura da exposição para convidados. Ele teve a oportunidade de rever os objetos, alguns pertencentes à história dele. A exibição Os Anos Grace Kelly, Princesa de Mônaco abriu para o público nesta quinta (05/05), e fica em cartaz até 10 de julho.
Infância e juventude
Nas salas Filadélfia e Nova York, os visitantes podem ver filmes caseiros, álbuns de fotos e as certidões de nascimento e de batismo de Kelly, nascida em Filadélfia, no dia 12 de novembro de 1929.
Na adolescência, ela tinha um álbum onde colava itens do dia a dia, como embalagem de chiclete, figurinhas e guardanapos. Em 1947, a moça partia para Nova York, para estudar artes dramáticas.
Hollywood
Em 1950, Kelly estreava em Hollywood, na série de TV Believe It or Not. No ano seguinte, atuava num papel secundário em seu primeiro longa-metragem: Fourteen Hours. No faroeste Matar ou Morrer (High Noon, 1952), dividia os créditos com Gary Cooper.
A carreira de Kelly deslanchou a partir da primeira parceria com o diretor Alfred Hitchcock, em Disque M Para Matar (Dial M for Murder, 1954), com quem ainda trabalhou em Janela Indiscreta (Rear Window, 1954) e Ladrão de Casaca (To Catch a Thief, 1955).
Ela quase estrelou Marnie - Confissões de uma Ladra (Marnie, 1964) - como pode-se ver na exposição, uma carta escrita por Hitchcock à sua musa, oferecendo o papel principal. Kelly, então princesa, chegou a aceitar, mas os cidadãos de Mônaco se opuseram à ideia de ver sua princesa vivendo uma ladra na tela.
No estúdio Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), Kelly trabalhou em três filmes: Tentação Verde (Green Fire, 1954), O Cisne (The Swan, 1956) e Alta Sociedade (High Society, 1956). Como Kelly iria se casar com o príncipe Rainier III, ela quebrou o contrato com o estúdio, que previa mais um filme com a atriz.
As salas Hollywood e Hitchcock são dedicadas a essa breve - mas marcante - carreira de Kelly no cinema. Uma oportunidade rara para os visitantes é conferir a estatueta do Oscar que ela ganhou por Amar É Sofrer (The Country Girl, 1954) e a cadeira de rodas usada por James Stewart, no suspense Janela Indiscreta.
Conto de fadas
Nas salas Encontro e Casamento, estão expostas fotos e vídeos sobre o rendez-vous de Kelly com o futuro marido, príncipe Rainier III e o comentado matrimônio. Na visita da atriz ao Palácio de Mônaco, numa pausa que fez na divulgação do longa Ladrão de Casaca, no Festival de Cannes, em 1955, Kelly teve um breve encontro com o príncipe, no qual os dois trocaram endereços.
Em 19 de abril de 1956, o casamento real acontecia, com Kelly usando um vestido de noiva criado por Helen Rose, figurinista da MGM, feito com seda, renda bordada e pérolas cultivadas. Neste dia, a atriz se tornava princesa Grace de Mônaco. O famoso vestido está na exposição e foi um dos itens mais cultuados pelo público na noite de abertura, pois foi inspiração para o modelo usado por Kate Middleton, no casamento com o príncipe William.
Moda e estilo
Outras salas bastante badaladas na exibição foram as Bailes, Glamour e Princesa, dedicadas à simplicidade americana e à elegância aristocrática na forma de Grace se vestir. 23 vestidos usados por ela nos diversos bailes do principado estão expostos, para o deleite do público, em especial as mulheres. Cada um deles parecem obras de arte, desenhados por Christian Dior, Yves Saint-Laurent, Cristobal Balenciaga, Maggy Rouff e outros estilistas.
A administradora Sandra Sanchez, presente na noite de abertura da exposição, ficou encantada com o que viu: "Superou as minhas expectativas. Como eu gosto muito de moda, o que mais me impressionou foram os vestidos. Eles são maravilhosos! O guarda-roupa dela é fantástico, principalmente os vestidos de Christian Dior. Lindos! Quando eu entrei na sala fiquei maravilhada. E o vestido de noiva? Fiquei até sem ar quando olhei para ele, digno de uma princesa".
Além das roupas, Grace ficou famosa pelos chapéus criados por Jean Barthet, as joias Cartier e a icônica bolsa Hermés, que ganhou o nome Kelly, após a princesa usar um modelo de couro marrom da marca. Criado em 1930, o acessório serviu para representar a transformação de vida das mulheres ao ganharem independência.
Um pouco mais de Grace
As três salas restantes: Jardim Particular e Mulher Secreta, Maternidade e Família e Real tratam do lado pessoal da princesa, apaixonada por flores e dedicada aos três filhos, Caroline, Albert e Stéphanie, em paralelo aos compromissos do principado.
A exposição apresenta ao público uma jornada fascinante. Os contos de fadas são imaginários e a vida de mulher real que a atriz e princesa teve é merecida de ser contada e vista de perto. Assim, cada visitante descobrir uma faceta dessa lady que foi Grace Kelly.

domingo, 1 de maio de 2011

INDICAÇÕES FORTES

Caio Blat dá dicas de seus cineastas favoritos: Michael Haneke, Lars von Trier, irmãos Dardenne e Cláudio Assis

O ator Caio Blat começou a carreira ainda criança em incursões pela televisão e cinema. Aos dois anos, ele participou do documentário de curta-metragem "Mato Eles?" (1982). Atualmente ele pode ser visto na novela das sete da Globo, "Morde e Assopra". No cinema ele está em cartaz com os dramas "As Mães de Chico Xavier" e Bróder"

Eu gosto de filmes fortes. Adoro os filmes do Michael Haneke! Eu gosto muito de A Professora de Piano pela interpretação de Isabelle Huppert e a força do filme. O Haneke é um cineasta bem violento. Gosto também dos irmãos Joel e Ethan Coen e dos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne. Adoro A Criança, por exemplo, em que os pais vendem o filho. É muito forte! Gosto também do Lars von Trier. Sempre fico esperando ansioso para ver um filme que ele lança. Acho Dogville sensacional! Dançando no Escuro é uma obra-prima. Admiro muitos cineastas brasileiros também. Para mim, o maior deles é o Cláudio Assis. Amarelo Manga é outra obra-prima. Eu não consegui trabalhar no último filme dele, Febre do Rato, mas estou louco para poder assistir. A minha maior expectativa para este ano é ver Febre do Rato.
Caio Blat

DICAS

A Professora de Piano (2001)
Érika Kohut (Isabelle Hupert) é uma professora de piano que sente prazer em frequentar em segredo, cinemas pornôs e fazer automutilação genital com uma lâmina de barbear. Um dia, no entanto, vê sua vida transformada, quando começa a ter um mórbido relacionamento com o jovem aluno.

A Criança (2005)
Bruno (Jérémie Renier) e Sonia (Déborah François) são dois jovens delinquentes que sobrevivem de pequenos roubos. Namorados, acabam de ter um bebê. Enquanto tentam lidar com a própria sobrevivência e da criança, descobrem uma nova forma de aplicar golpes: o bebê.

Dogville (2003)
Grace (Nicole Kidman) é uma fugitiva que chega à isolada cidade de Dogville após fugir de gângsters. Encorajada por Tom (Paul Bettany), o porta-voz da cidade, Grace faz com a população local um acordo informal: eles a ajudam a se esconder e, em troca, ela trabalha para eles.

Dançando no Escuro (2000)
Selma (Björk) é uma imigrante que trabalha numa fábrica no interior dos Estados Unidos. Vítima de uma doença hereditária, ela está perdendo a visão e, para evitar que o filho tenha o mesmo destino, economiza todo o seu dinheiro para operá-lo.

Amarelo Manga (2002)
Histórias de pessoas no subúrbio do Recife se cruzam. Kika (Dira Paes) é muito religiosa e frequenta um culto enquanto seu marido, Wellington (Chico Diaz) faz seu trabalho como cortador de carne. Este é o objeto de paixão de Dunga (Matheus Nachtergaele).