Dia D: o dia do meu encontro com Tom Cruise!16 longuíssimos anos. Esse foi o tempo que tive de esperar para conhecer meu ídolo Tom Cruise. Mas o dia tão aguardado nos meus sonhos finalmente chegou!
Meu momento tiete começou no dia dois de fevereiro quando cheguei ao Rio de Janeiro. A praia na minha frente, mas só tinha olhos para a entrada do Copacabana Palace, hotel em que o Tom Cruise estava hospedado.
Fiquei oito horas esperando por ele aparecer. Passei sede, fome e calor, até que às 23h, ele e Katie Holmes saíram para jantar. Cada minuto parecia uma eternidade. A movimentação dos carros e dos seguranças só aumentava a expectativa, até que a gritaria começou, os flashs pipocavam e eu não o tinha visto ainda. Eu fiquei gelada e trêmula, até que ele antes de entrar no carro acenou em minha direção. Foi instantâneo, comecei a chorar. Nessa hora, tirei foto de tudo: do chão, do céu, menos dele. Não consegui focar nele, só chorava e acenava para ele. Custei a acreditar e demorou até eu me recuperar. Mas o dia seguinte me preparava emoções ainda mais fortes.
Três de fevereiro, Cine Odeon, 15h. Lá estava eu para a pré-estreia do filme “Operação Valquíria”. Escolhi um lugar no tapete vermelho e não arredei o pé de lá. Preguei meu cartaz com os dizeres: "Tom I love you. Please, take a picture with me!" – "Tom eu te amo. Por favor, tire uma foto comigo!". Meu cartaz fez muito sucesso. Várias pessoas tiraram foto minha com o meu cartaz, até a irmã do Tom, Lee Anne, tirou uma foto. Eu estava muito feliz, pois em algumas horas ia conhecer o meu ídolo.
Pouco depois das 20h, Tom chegou na pré-estreia. Pronto! Foi o que bastou para começar a choradeira. Ele atravessou o tapete, posou para fotos e falou com a imprensa. Depois ele foi pra galera! Como isso podia estar acontecendo comigo? Eu que cresci vendo o Tom no escurinho do cinema e no escurinho do meu quarto, estava ali na minha frente em carne, osso, beleza e simpatia.
Eu soluçava e tremia demais. A todo o momento alguém da equipe da organização do evento vinha falar comigo para saber se eu estava bem. À medida que ele se aproximava eu chorava e tremia cada vez mais. Uma mulher que trabalha com o Tom me entregou uma garrafa d’água, para me acalmar, mas só o Tom para fazer isso. Até que chegou o meu encontro com o Tom. Foi mágico!
Como num filme, tudo ficou em câmera lenta e com uma linda trilha sonora de fundo. Foram preciosos minutos que se tornaram um longa metragem na minha cabeça. Ele sorriu para mim, se aproximou e tirou uma foto comigo. Eu o abracei, o segurança tentou me afastar, mas não soltei o Tom. Esperei tanto por isso e ia aproveitar ao máximo.
Chorando, com olhos inchados, soluçando e suada por causa do calor infernal e do empurra-empurra tirei minha foto com ele. Depois ele autografou uma foto para mim. Então eu conversei com o Tom. Disse que o amava muito, que sou fã dele há 16 anos e eu não parava de chorar... Ele ficava olhando nos meus olhos e segurando a minha mão enquanto eu falava. Ele agradecia o tempo todo. Eu não acreditava no que estava acontecendo. Ele me deu dois beijos no rosto e no final beijou a minha mão. Dá para acreditar?
Ao final do evento, várias pessoas que ficaram longe do tapete vermelho queriam falar comigo, para saber como era o Tom pessoalmente. Um jornalista da “Folha de S.Paulo” também veio falar comigo, pois notou que eu estava muito nervosa durante a pré-estreia e me entrevistou. No dia seguinte minha história de tiete estava estampada na coluna da Mônica Bergamo.
Meu filme foi simplesmente perfeito. Teve uma jornada de espera pelo mocinho, aventura, sofrimento, emoção, sorrisos, muitas lágrimas, beijos e um clássico final feliz!